“Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.” (Miguel Unamuno)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ode ao Homem

Ó exemplar do sexo masculino! Amamos o teu cheiro,
Mas isso não quer dizer que apreciamos você não usar desodorante.
Vocês são tão parecidos uns com os outros: imaturos, bagunceiros...
Tudo bem! Nós sabemos que a (des)culpa é da sua mãe.
Ela brigou com você toda sua infância e adolescência,
Pra você arrumar seu quarto, levantar a tampa da privada,
Não deixar a toalha molhada embolada em cima da cama,
e outras "cositas", mas coitada! Ela deve ter falado em
Outra língua, pois você casou e levou esses "descuidos"
(Pra não dizer maus hábitos) consigo, enchendo de presença
(Pra não dizer de bagunça) a vida da sua esposa.

Oh, que gracinha, meu amor! Quando você nos compara
Com a sua "ex", quando vocês presenteiam suas melhores amigas
Com aquele mimo que nós rejeitamos, porque sabemos
Que foi comprado pra nos tapear.
É só seu esse jeitinho de olhar pro nossos lábios,
Quando estamos falando, deixando bem claro que não
Estão prestando atenção em nossas palavras.
Amado meu! Por que será que ficamos jogando na sua cara
Que vocês não nos amam uma vez que vocês foram habituados
A desde pequenos amar objetos inanimados,
Pois quais foram os teus brinquedos, senão bolas, carrinhos, aviõeszinhos,
Cujas figuras reais não falam, não ouvem, não veem e não sentem?

É tão lindo quando vocês questionam o que colocamos no carrinho,
Ou o preço daquele vaso que você julga supérfluo comprar,
Mas que é mais barato do que aquele conjunto de acessórios
Que você adquiriu para o seu carro, que te completa mais do que a nós?
Por que então se irritar, ao sermos por vocês criticadas,
Por não conseguirmos ir ao shopping sem demorar,
E sem carregar um mundo de sacolas,
Já que compreendemos, que vocês não fazem o mesmo,
Por só conseguir lembrar de uma coisa de cada vez?

Ó criatura do Criador, companheiro querido!
Tu não és perfeito como aquele te fez, mas a gente se contenta
Quando, pelo menos, do cento, tu és noventa.
As feministas?  Que me perdoem!
Mas tu és necessário, pois é falo sério!
E a prova segue nesta ode que, por certo,
Não poderia satirizar melhor objeto.


Um comentário:

  1. Ulisses Estanislau, via facebook, escreveu:

    "Ju li o ode ao homem percebi muitas queixas, muitas cobranças reais e penso que você expressou o sentimento de muitas mulheres, esse louvor a base de sátira foi bom, ainda bem que no fim houve um reconhecimento de que com toda essas imperfeições os homens são necessários. Um abraço."

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