“Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos, não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos.” (Miguel Unamuno)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aflição Passageira


Um alguém pra você e um ninguém para mim,
Ou versa ou vice,
Com pesadas malas e passos decididos,
abriu a porta e partiu.
A luz então, negou seu alumiar,
Não havendo quem contesse a escuridão.

A aurora de mais uma manhã torna-se
O primeiro dia do resto de uma existência,
De uma alma que se partiu, se apartou
De uma porção ingrata que,no caminhar das horas,
E no passar dos dias,
Sempre parecerá mais feliz.
Mecânicas serão as tarefas, cada gesto virá
Carregado de enfado.

Pensamento aos turbilhões e o conhecido
Em qualquer esquina, te inquirirá
E tu irás mentir, a dizer que passas bem
Como a mãe que o filho perdeu entre seus joelhos
Pesada de lamento, mas impedida foi de chorar pelo seu rebento
O engano fluirá de teus lábios enquanto o sumo negro da tristeza
Vai lhe queimando as entranhas, pois o orgulho
Sela teus lábios para que não clames por socorro.

Indefinido e imprevisto é o fim deste tormento,
E o poeta dirá que é vã tua procura
Pela poesia nas tuas dores, ou na infância que para trás ficou
Segundo ele o verso aguarda onde as palavras reinam,
E impróprio é o poema que se contaminou
Nas impurezas do solo.

A cura depende do eu, do tu, do de+ele,
Pelo tempo, embalsamado, indeciso, indeterminado.
As lágrimas que parecem perversas;
Das vigílias da noite, tuas companheiras,
Não há o que as espante,
Não antes de nos lavar o ser.
Não há alvejante que se compare,
Nem o trabalho do mais exímio lavandeiro

O fim disso tudo é o esquecimento, não o completo,
Mas o inexpressivo.
A angústia culmina por ser aplacada
E o sofrimento, inócuo.
Aquele alguém que se foi torna-se uma mancha
Abandonada em um passado que por vezes não parece nosso
Que não volta para nós, mesmo que assim almejemos,
Tal e qual a brisa que não se enclausura no punho fechado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Santificação


 
A Santificação


A santificação é um processo. Significa separar-se do mundo e suas más concupiscências.
Para que entendamos como se dá e como se desenvolve o processo de santificação, necessário é que consideremos alguns aspectos:

1- Para nos tornarmos santos, se faz necessário primeiro que nos tornemos um crente em Jesus. Isso acontece quando as boas novas do evangelho nos são anunciadas e assim passamos a crer (Rm 10-17);

2- Após crermos e confessarmos (Rm 10-10), além de recebermos o poder de sermos chamados filhos de Deus (Jo 1-12), nos tornamos nova criatura em Cristo Jesus (2Co 5-17);

Assim sendo, temos a garantia bíblica de que em nós já foi posto o fundamento onde um edifício será edificado (1Co 3-10).
A próxima etapa é nos transformarmos na renovação de nosso entedimento (Rm 12-2). Aprendemos no primeiro paragrafo, que santificar-se significa separar-se do mundo e suas concupiscências e, não há maneira melhor de entendermos isso senão pela palavra de Deus. Veja a oração que Cristo fez pelo seus discípulos no capítulo 17 do evangelho de João. Ele disse: “Santifica-os na tua verdade” e depois complementou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17-17). Ler a bíblia sagrada, meditar nela e dela aprender é a melhor maneira de nos santificarmos. Por quê?! O apóstolo Paulo na primeira carta aos Corintios, ele diz nos capítulos 6, verso 12 e também no capítulo 10, versículo 23, que todas as coisa nos são lícitas, mas nem todas convém e, de igual forma, que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas edificam e que não devemos nos deixar dominar por nenhuma. Deus nos considera como bebês quando nascemos na fé e até mesmo pode acontecer de sermos “adotados” por um cristão mais velho a fim de termos quem nos auxilie no início da caminhada. Contudo, é importante que os ensinamentos, conselhos e demais ações de nossos pais ou mães na fé estejam baseados nas escrituras e, ainda, independente de qualquer coisa temos que cultivar o hábito de fazermos um estudo, uma análise individual daquilo que vem nos sendo ensinado à luz das escrituras.
Procedendo desta forma estaremos observando o que está escrito em 1Co 3-10. Há várias passagens na palavra de Deus, em especial nas cartas paulinas, onde somos exortados a vigiar para não sermos enganados por falsos profetas e também a não nos deixar levar por qualquer vento de doutrina. Continuando a leitura do supracitado capítulo chegamos ao ponto onde nos é advertido que a nossas obras, ou seja, aquilo que edificamos sobre o fundamento que nos foi posto, serão provadas. Matheus 12-33, endossa essa verdade ao afirmar que uma árvore se conhece pelos frutos.
O arrependimento (e não o remorso) gera em nós a necessidade de uma mudança e, essa novidade de vida, por assim dizer, significa mudança de caminho. É deixar para trás as velhas práticas e produzir frutos dignos (Mt 3-8).
Há uma parte do estudo sobre a ética que atesta que o que faz uma pessoa são seu hábitos. Compilar essa afirmação à vida cristã nos faz concluir que, haja vista a santificação ser um processo, cultivarmos hábitos saudáveis galgados no desejo e empenho em nos tornar santos tal e qual o nosso Deus, nos levará à perfeição. É normal reincidirmos nesta ou naquela má prática, no início, pois infelizmente há certos hábitos de que não conseguimos nos livrar imediatamente. Neste ponto, lembremos que temos um Deus misericordioso, que Cristo é nosso advogado perante Ele e que também é alguém que entende e se compadece de nossas fraquezas (1Jo 2-1/Hb 4-15). Só devemos tomar cuidado para não insistirmos no erro deliberadamente. Deus é bom, mas não se deixa escarnecer (Gl 6-7). Graças a Ele, contamos também com a ajuda do Espirito Santo que é o nosso guia em toda a verdade bem como nos ajuda em nossas fraquezas (Jo 16-13/Rm 8-26).

Outras considerações acerca da santificação:

1- Para ela fomos chamados (1Ts 4-7);
2- Sem ela, não veremos a Deus (Hb 12-14) ;
3- É a vontade do Senhor (1Ts 4-3);
4- O seu fim é a vida eterna (Rm 6-22);
5- Cristo é o seu exemplo (1Co 1-30);
6- Nos conduz à obediência (1Pe 1-2);
7- Está atrelada à salvação (2Ts 2-13);
8- Temos que aperfeiçoa-la no temor do Senhor (2Co 7-1);
9- É uma responsabilidade individual (1Ts 4-4);
10- Devemos nos empenhar em alcança-la também pela prática da justiça (Rm 6-19).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Estou na Bahia!

Sorria, sorria! Estou na Bahia! Que felicidade, o céu daqui é azul.
Isso mesmo, blue!
De onde eu vim também era, mas olha enfado: nublado!

Hum, cidade de São Salvador! Que calor! Que inverno!
Inverno?! Frio?! Inexpressivo!
Acho que dá, sobrevivo e prossigo;
A vida continua, tem que ir pra escola;
"Baleou" é o nome da bola e não queimado.

Não ser igual, na moral, não traz desavença,
À diferença?! Vou me adaptando,
Turno matutino, reunião à tarde, CSU
Uuuuh! Que mico! Não é formal, é informal o traje
Que ultraje! Sou eu de "patricinha", e agora, amiguinha?
Não! Assim não fico, então minto, menor o mico.

Ok, menos mal, passou, não volta mais,
Aprendi, não repito, satisfaz, mas a voz não disfarça,
Sotaque - motivo de graça. E agora?! Falo "paulianês"
Não é inglês, não tem dicionário.
Como me saio?! Não saio, ensaio, misturo tudo aqui e ali
E nesse embalo lá se vão 28 anos.

Oh, Bahia retada! Que não sei se amo ou se rodeio, porém é o que é - sem rodeios,
Porque tá no sangue sim, fofinha! É de onde veio painho e mainha!
Sou a número 02 e depois?! É assim mesmo, às vezes, na maresia.
Da paulicéia?! Só a saudade, do "embassou", da categoria,
Mas tá na hora v'ombora!

Na cortesia?! Só Jesus é o Santo, não tô na folia, mas não cesso o canto,
Nem o pranto, e aí?! E aí?! Já ia!
Não é Maria?! Afinal: estou na Bahia!