"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Pedradas em árvores

Deus nos chamou para dar frutos. Nenhum cristão pode afirmar que não tem uma missão nesta terra, muito menos abrir a boca para dizer que não foi dotado pelo Espírito Santo de nenhum talento. Até aqui temos três passagens bíblicas que nos auxilia a lançar por terra qualquer argumento contrário a essa verdade. A primeira delas está em Mt. 28-20. Veja que a ordem de Cristo foi para todo o seu povo. O apóstolo Tiago em sua epístola, no capitulo quatro, verso dezessete, diz que aquele que sabe fazer o bem e não faz comete pecado. Temos que anunciar a Cristo, a final ele se manifestou para destruir as obras do diabo (IJo. 3-8) e muitos são os que padecem presos em suas cadeias. É nosso dever proclamar liberdade a esses cativos (Is 61).

Em segundo lugar, é importante que nos conscientizemos que somos luz e sal nesta terra (Mt 5-13; 14) e ao contrário do que muitos pensam, o silêncio também evangeliza. O que não se pode dizer pode-se testemunhar, tanto sim que a esposa santa pode conquistar dessa forma o seu esposo para o Senhor, porém nesse ponto, não se preocupe em demonstrar que tem virtudes, pois ela transparecerão por si só. Tive o privilégio de conhecer e conviver com uma grande serva de Deus que me ensinou que virtude não se anuncia a posse mostra-se, contudo não de maneira farisaica, mas natural. O virtuoso nem percebe que está evidenciando suas boas qualidades.

Seguindo adiante, vemos que em Mt. 25-14;30, um certo senhor distribuiu talentos entre seus servos e, após partir para longe, retornou muito tempo depois e cada um dos servos teve que prestar contas daquilo que lhes foi confiado. Note que TODOS os servos receberam um talento para granjear. Todos, sem exceção. Não é diferente conosco. Se você ainda não sabe qual o seu chamado na Seara do Senhor, ore! A revelação virá e a partir daí comece a frutificar. Não queira ter o mesmo fim do servo inútil (Mt 25-30).

Após aprendermos essas importantes lições, vamos a outra: há pessoas na igreja vazias do Espírito, mas cheias de pedras nas mãos, tal a multidão que intentou castigar a mulher adúltera. Remédio contra esses não há melhor senão a prática da oração, do jejum e do meditar na Palavra de Deus, fecunda fonte de sabedoria que nos exorta a alcançar a estatura do Varão Perfeito, Jesus, que nesta passagem em específico confronta os acusadores da dita mulher, a princípio, em silêncio, mas depois dispersa a multidão de forma magistral dizendo: “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela”.

Se alguém agora me perguntasse porque existem crentes assim, minha resposta seria uma expressão de lamento, mas Deus, em sua infinita sabedoria, usa quem quer, quando quer e da forma que quiser e por esse fato é que posso afirmar que tais pessoas são como lixas: ficam velhas e gastas ao longo do tempo ao passo o objeto polido ganha brilho e beleza.

Todo aquele que dá frutos no Senhor não tem como escapar do ataque das figueiras estéreis, porém regozijemo-nos, pois grande é o nosso galardão no céu. Há irmãos que desse modo se comportam por inveja, porfia ou pura e simplesmente porque não foram eles os donos das ideias e/ou os centros das atenções, ora, mas não há como colher de onde não se semeia muito menos colher flores de onde foram plantados espinhos. O sermão que me inspirou a desenvolver este estudo ouvi em um culto numa pequena igreja batista próxima de onde moro. Em um dado momento da palavra, o anjo daquela congregação perguntou à audiência se algum dos presentes já havia contemplado alguém a lançar pedras nas árvores que rodeiam o Dique do Tororó, ao que respondemos que não. Ele então sabiamente concluiu: “É claro, são árvores que não dão frutos”!


Se você está servindo na Casa de Deus e tem recebidos pedradas, sei que dói, mas não desanime! Árvores que frutificam no Senhor são limpas a fim de que deem mais frutos; as outras de nada servem senão para serem lançadas no fogo.