"O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós." (Clarice Lispector)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vaidade e Aflição de Espírito

Vaidade de vaidades! Diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.
O que vai de encontro ao curso deste mundo vê, com os olhos do Senhor, a vaidade das vaidades consumindo almas, desqualificando vidas e destruindo lares. Dissimulados vão à mídia clamar por justiça ao tempo em que promovem eles mesmos a iniqüidade.
O escândalo infiltrou-se em meio às autoridades, os idólatras estão no templo e Jeová me pergunta o que vejo e me assegura que ainda verei abominações maiores do que estas.
O enganador propaga e, muita gente acredita, que “careta” é aquele que não usa drogas, que o otário é o bondoso juntamente com o honesto; a moça que escolhe se guardar para o esposo é “cafona” e o rapaz que não se estabelece como “pegador” tem sua masculinidade questionada.
Tudo isso é vaidade e aflição de espírito daqueles que semeiam erva daninha e esperam colher cerejas, dos que edificam para si casas alicerçadas na areia e depois não entendem porque estas cedem à tempestade. Na vaidade de sua mentes vivem eles sem temer o amanhã.
Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho debaixo do sol, procurando ajuntar apenas o que a traça rói e o que a ferrugem consome, prontos a ignorar que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria?
A competição predatória tem seu habitat em um oceano vermelho às custas do vigor desta geração perversa e corrupta, onde gemem os filhos de Deus. Eles ouvem nosso gemido, mas não entendem de onde vem o nosso socorro; invejam o viço de nossa pele e não compreendem a razão de nossos vestidos não envelhecerem e nem ficarem descalços os nossos pés.
Apliquei meu coração a esquadrinhar e a me informar de tudo quanto sucede debaixo do sol; esta enfadonha preocupação do filho do homem. Eis que tudo é vaidade e aflição de espírito. Na muita sabedoria há enfado e o que aumenta em ciência, aumenta em trabalho.
Isto tenho visto e ouvido, e disse eu em meu coração: “não me conformarei com este mundo, antes me transformarei na renovação de meu entendimento para que eu saiba qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus durante o número de dias de minha vida”.

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