Veja a lista das ricas lições que a última edição do PPP Brasil deixou para a Nação Brasileira:
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quarta-feira, 27 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Palavras...
Desperdício: é misturar teus traços a meus versos;
Sobejos melancólicos de uma pobre poetisa inibida,
Estarrecida e entusiasmada; fadada ao desprezo
Ao suspiro, à saudade segue sôfrega a mulher, a menina
Desventura/sina, que a perpassa, corrói e destrói em dor
que "dói de doída", sem culpa ou dolo.
Sobejos melancólicos de uma pobre poetisa inibida,
Estarrecida e entusiasmada; fadada ao desprezo
Ao suspiro, à saudade segue sôfrega a mulher, a menina
Desventura/sina, que a perpassa, corrói e destrói em dor
que "dói de doída", sem culpa ou dolo.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Teus Olhos
Teus olhos - misteriosos, assombrosos;
São seus...
Olhos iguais aos meus; teus olhos.
Olhos que viram, olhos que não sei o que viu,
Mas são seus...
Vi o teus olhos nos meus e assim eu me vi
Vi a ti e a mim, vi os nossos, vi os meus;
Vi os teus, nos teus olhos, esses olhos
Que são tão teus...
Meus olhos são teus; de quem são teus olhos?
Olhos iguais aos espelhos, bisbilhoteiros,
Furtivos, festivos olhos, abrolhos colhidos
Tecidos mexidos com teus olhos
Esses olhos... Tão seus...
olhos meigos, meigos olhos são os meus
A olhar os teus incertos olhos; indefinidos
Imprecisos, mas são teus olhos no meu olhar;
Tão seus e tão meus; nossos olhos;
Exímios olhos tão seus...
São seus...
Olhos iguais aos meus; teus olhos.
Olhos que viram, olhos que não sei o que viu,
Mas são seus...
Vi o teus olhos nos meus e assim eu me vi
Vi a ti e a mim, vi os nossos, vi os meus;
Vi os teus, nos teus olhos, esses olhos
Que são tão teus...
Meus olhos são teus; de quem são teus olhos?
Olhos iguais aos espelhos, bisbilhoteiros,
Furtivos, festivos olhos, abrolhos colhidos
Tecidos mexidos com teus olhos
Esses olhos... Tão seus...
olhos meigos, meigos olhos são os meus
A olhar os teus incertos olhos; indefinidos
Imprecisos, mas são teus olhos no meu olhar;
Tão seus e tão meus; nossos olhos;
Exímios olhos tão seus...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
31 de Janeiro
Imagem por Google
Fim do mês. Fim do primeiro mês do ano novo. Sou do tempo em que um ano durava doze meses e agora tudo que temos é um semestre. Ô vida corrida! Ô tempo abreviado, por amor aos escolhidos! Façamos ontem o que era para ser feito hoje, pois esse hoje já é o dia seguinte. Entendeu?! Nem eu, mas a Filosofia do tempo agora é essa; é o cronos apressado pedindo passagem para não chegar atrasado. Seu relógio é de bolso como o do coelho da Alice.
Ouvi falar de um poeta que contou seus anos descobriu que teria menos tempo para viver do que já teve até agora e se sentiu como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas: as primeiras ele degustou displicentemente, mas ao perceber que faltavam tão poucas, roeu o caroço...
O tempo é aquele sujeito que troca de roupa a cada segundo. Quando decide não volta atrás e quem o perde não o recupera. Tão tangível é quanto o vento e inútil é cerrar o punho a fim de conte-lo. Tempo é tempo e nem adianta tirar a pilha do relógio ou atira-lo pela janela.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
O poder da Comunicação: um olhar sobre o profissional de Administração
(Trabalho acadêmico conceituado com a nota máxima pela Profª Jacqueline Andrade, revisora da Revista de Administração da Universidade Federal da Bahia - UFBA e UNEB - Universidade do Estado da Bahia)
Qualquer administrador que almeja ser
considerado apto a gerenciar as empresas contemporâneas deve, antes de mais
nada, compreender que seu perfil profissional precisa englobar um somatório de
características. Novas configurações de mercado demandam novos preceitos de
administração estratégica. Neste sentido, a comunicação se traduz como uma
ferramenta poderosíssima, contudo não há vislumbre de sucesso para o
profissional de administração que se encontrar em deficiência neste campo, pois
segundo Penteado (1990) pode ser atribuída com razoável margem de segurança à
maior ou menor capacidade de comunicação entre os povos, o nível de progresso das
sociedades humanas e, ainda, Gilbert Highet (apud PENTEADO 1990) afirma que não
há uma só atividade humana que não possa ser afetada ou promovida por
intermédio da Comunicação.
Um retrocesso às origens da ciência
administrativa nos dá uma visão geral da evolução de suas teorias a partir das
transformações vividas por aqueles que ocupam o topo da pirâmide corporativa.
Taylor e seu conceito do Homo Economicus ergueu à época, o que hoje conhecemos
como uma das barreiras na Comunicação. O traço mais marcante da Escola Clássica
da Administração era a visão do homem como máquina e liderar se resumia aos
esforços de comandar e supervisionar. Posteriormente, a Escola das Relações
Humanas trouxe consigo a assertiva de que o homem é um ser social e essa
consciência adicionou outras palavras ao “vocabulário administrativo” fazendo com
que a motivação fosse vista além do estímulo monetário. As teorias mais
modernas apontam que é imprescindível ao sucesso empresarial o comando de um
líder excepcional, mas o que toda literatura disponível sobre este tema aborda,
por assim dizer, senão uma melhora nas habilidades comunicativas deste
indivíduo?
Um estudo realizado pelo IBGE
(Instituto Brasileira de Geografia e Estatística) aponta que quase a metade das
empresas brasileiras fecha as portas após seu terceiro ano de atividade e que a
principal razão do fracasso desses empreendimentos continua sendo a falta de
preparo de seus gestores. Desde a segunda Revolução Industrial o mercado tem
anunciado que não há mais espaço para trabalhadores superespecializados, bem
como o reconhecimento (infelizmente tardio em nosso país) da Administração como
profissão veio ratificar que profissionais de outras áreas não estão aptos a
seu exercício.
Em certa ocasião, um professor
universitário disse a seus alunos do curso de Administração de Empresas, logo
em seu primeiro dia de aula que, se alguém dentre os presentes não gostasse de
ler, havia escolhido a profissão errada. O motivo que levou o ilustre educador
a lançar sobre seus pupilos tais palavras é óbvio: conhecimento é poder e como
adquiri-lo sem a prática da leitura? É certo que existem fontes alternativas de
informação cujo desfrute não se dá, necessariamente, pelo ato de ler,
entretanto são incontestáveis as benesses que acompanham a todo aquele que o
pratica: quem lê fica mais informado, melhora seu vocabulário, entende as
coisas com mais facilidade, dentre outros.
Como afirmado no parágrafo anterior,
conhecimento é poder e, neste sentido, escreveu Torquato Gaudêncio:
Se alguns poderes
legitimam a empresa, a comunicação exerce igualmente um certo e grande poder. A
propósito lembramos o pensamento de Karl Deustsch, que mostra o poder como a
possibilidade de uma pessoa ou entidade gerar influência sobre outrem. A
comunicação que, enquanto processo, transfere simbolicamente ideias entre
interlocutores, é capaz de, pelo simples fato de existir, gerar influências. E
mais: exerce, em sua plenitude, um poder que preferimos designar de poder
expressivo, legitimando outros poderes existentes na organização, como o poder
remunerativo, o poder normativo e o poder coercitivo [...]. A comunicação como
processo e técnica, fundamenta-se nos conteúdos de diversas disciplinas do
conhecimento humano, intermedia o discurso organizacional, ajusta interesses,
controla os participantes interno e externo, promove, enfim, maior aceitabilidade
de ideologia empresarial. Como poder expressivo, exerce uma função-meio perante
outras funções-fim da organização. Nesse sentido, chega a contribuir para a
maior produtividade, corroborando e reforçando a economia organizacional.
O poder expressivo
das empresas viabiliza o processo burocrático, adicionando elementos
expressivos emotivos e inferências ás rígidas posturas hierárquicas, e tornando
o ato de administrar não apenas uma relação mecânica entre posições do
organograma, mas uma relação social positiva dentro da visão de que o trabalho
é um bem dignificante e de que a Economia e a Administração não são ciências
exatas mas, sobremodo, ciências humanas [...].
Diante do exposto, conclui-se que as
palavras de Gilbert Highet citadas no primeiro parágrafo somadas às afirmações
tão bem embasadas por Torquato Gaudêncio na citação acima ratifica o quão
poderosa a Comunicação é e que esta se encontra presente em níveis muito mais
significantes do que se imagina, tanto na teoria administrativa quanto na
figura/perfil do administrador que, quanto mais comunicativo for, mais poderoso
e mais bem sucedido será em suas empreitadas. Dito isso, vale a pena reproduzir
aqui um princípio considerado chave por Torquato no que tange ao amálgama da
Comunicação: “Os bons administradores são aqueles que conseguem produzir
significações, tanto quanto dinheiro”.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
RÊGO, Francisco Gaudêncio Torquato do.
Comunicação Empresarial/Comunicação Institucional: conceitos, estratégias,
sistemas, estrutura, planejamento e técnicas, Summus, 1986.
PENTEADO,
J. R. Whitaker. A Técnica
da Comunicação Humana,Thomson Pioneira,14ª Edição, 1990.
Casa Vazia
A casa está vazia porque o amor não mora mais nela. Ele levou os móveis, mas deixou as cortinas. Elas balançam ao sabor do vento denunciando quão grande é aquele lugar, quão estreita é a habitação de um coração partido, que não sabe agora o que fazer com o tempo.
Pobre casa repudiada que um dia já foi tão amada. Seu destino agora é vagar. Que lhe importa o sol escaldante ou a chuva fina, que deixa a grama mais verde; que lhe importa o ocaso, o breve instante em que o céu se torna rubro para depois revelar o fundo escuro que se adorna de estrelas, astros estes que, na solidão, perdem a luz. Olhos daltônicos incapazes de ver as cores; lábios insípidos, fenda tão profunda em uma alma em trevas.
Lembranças dos dias felizes lhe cortam a carne, intensos açoites de algo que um dia foi e agora simplesmente não mais é: partiu, se perdeu, esvaiu-se como fumaça. A fidelidade é trapaceira, maléfica senhora, nômade, inconstante, mentirosa e manipuladora no coração que sangra com valores distorcidos, que expõe o que lhe abunda, tal como escrito está no livro do Rei, que comporta milhares de folhas e oxalá ajuntarmos nós tão excelente tesouro para que vivamos.
Vida - formosa expressão; Biologia, Divino fôlego; conceitos. A casa vazia não sabe o que quer, pois morta deambula. Seu choro lhe retém as palavras cala seu grito na garganta, mas não lhe priva dos sentidos e tampouco dos ruídos; seus membros são pesadas correntes; seus instantes de paz, fugazes. Em torpor, seu eu se biparte. Futuro não há.
domingo, 4 de novembro de 2012
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