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domingo, 17 de maio de 2020

ALMA DE ARTISTA


Alma de  artista é casa vazia;
É mente cheia de rima;
É a tese versus a antítese, esquisitice...
Maluquice de montar palavra.

Alma de artista é fogo que arde;
É o sangue negro derramado no discurso;
É o sangue do nobre;
Azul anil que da artéria jorra.

Alma de artista é o revelado tesouro;
Saído do ventre do verso trovado;
Da prosa afiada e da crônica pura;
É a boca do artista que canta a violência da rua;

Alma de artista é o zumbido;
Estrépido som que usa o nome do inimigo;
E o nome do homicida;
É gente que anda armada da nota, da rima;

Alma de artista é instrumento; 
No alento, no talento;
No deslize da pena, da estrofe e do acorde;
Alma de artista... É vida!
 

sábado, 20 de dezembro de 2014

Chão de Nuvens

Neste chão de nuvens, palavras abundam;
Sonhos, idem;
O que me proponho? Realidade,
Mas, estes versos musiquei
Conotativamente, em um paradoxo
Como quem se pergunta em como
Podem ser as estrelas suplantadas
Ou o cosmos apalpado
E assim, me engano
Ludibrio meu ser,
Pois não há como o artista
Não se valer de alegorias
Para embelezar sua obra,
Pelas sombras que nos escondem,
Pela persona que nos mascara o eu.
Neste chão de nuvens há um caminho.
O que tenho – realidade.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Amor de menino

Bastou um olhar para que eu a desejasse,
Como o adicto anseia por seu narcótico.
Eu, que sou menino e ela, tão mulher...
A princípio tão pequenina, tão frágil, tão precisada.
Agora, tão senhora, tão dona de mim.

Como não entregar-se a tal amante?
Sou menino, enquanto ela é mulher;
Recebeu-me entre seus lençóis;
Ao amor, apresentou-me em novidade;

Agora, habito eu em seus domínios,
Sou vassalo, devedor da corvéia, das banalidades;
Sujeito do fisco, cativo, embevecido;
Menino, enquanto ela é mulher.

sábado, 22 de junho de 2013

Fragmentos

Ferida, a alma se enclausura e para a realidade dá as costas.
Em seu exílio, a verdade se torna em sombras.
Gritos explodem em seu interior;
Seus pensamentos – o hades;
Seu coração, desceu ao sheol.

O curador é o cronos: homeopático, paciente,
Ardente como o líquido carmesim por sobre as chagas;
Enfermidade abstrata, cruel, implacável.
Onde está a esperança?! Onde estão os sonhos?!
São dois que a nenhum se pode reter:
Um partiu em séquito adeus; o outro, foi-se com a desilusão. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Prisões

Aterroriza-me a solidão em espantos noturnos;
Esbarro nas amarras que ataviam meus calcanhares – prisões.
Os punhos presos em lembranças tuas,
Doçura que amarga, delicioso fel, cujo mel encobre a verdade.

Em superfície gélida, úmida, vi passar o amor,
E cortou-me a carne o azorrague de seu olhar;
Entupiu-me as veias a tua meiguice; tua presença – espectros.

Em palavras suei, estremeci, desfaleci;
O que sou?! Ó pobre, pobre mulher! Prisioneira,
Cativante e cativa, ladina feiticeira,
De sonhos confusos, intrusos, submersos.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Lírica Poesia Bíblica


Eu sou do meu amado e ele é meu. Como noiva me ataviei e me perfumei, e em meu jardim me assentei a sua espera.

Quão formoso é o meu amado em sua armadura! Homem valente, destro na guerra, nascido do Espírito. Ele vem e me mostra sua face. Meu coração se exalta ao som da sua voz. Seus olhos são da cor do mel, seus lábios como o fio da escarlata e é doce o seu falar.

Ele versa minha formosura, pois preciosos são os meus amores.  Adornada estou com seu coração; somos fonte selada, fruto excelente, formosos e aprazíveis às vistas do Pai.

Ele me põe como selo sobre teu braço e as muitas águas não podem nos afogar.  O meu amado é meu e eu sou dele; é meu, o meu amado e eu, dele sou, e de Deus, somos nós...

sábado, 4 de maio de 2013

Hoje

Hoje eu estou assim, hoje estou eu; amanhã, eu não sei, só Deus.
Hoje estou com vontade de mim, vontade de tudo, vontade de momento... só hoje.
Hoje eu te quero, amanhã não vai mudar; o hoje me quer assim,
Hoje eu estou cheia, meu coração idem, cheio do que minha boca fala, cheio do bem.
Hoje a saudade fala, amanhã saudade é passado; hoje feliz, amanhã mais ainda;
Hoje há esperança, amanhã - bonança. Hoje choro, amanhã celebro.
Hoje estou Juliana, amanhã - Juliana melhor.
Hoje estou Narciso, daqui a pouco, te amo; amanhã, amo você e me amo todos os dias.
Hoje o tempo corre, hoje preciso do tempo, hoje - tempo pra ti; hoje te carrego aqui;
Hoje - amanhã carregarei o seu fruto. Hoje nasci para ti, amanhã serás feito para mim.
Hoje te pertenço, amanhã serás meu, pra sempre seremos nós, dois mais dois, igual a nós.
Hoje eu sou só eu, amanhã, alguém serei mais alguém, alguém - você
Hoje eu não me envergonho, amanhã sequer me constrangerei, pois
Hoje eu sei quem sou eu, e amanhã, mais conhecimento.
Hoje me fortifico na graça, amanhã - graça pelas graças.
Hoje estou nem aguá nem lua, hoje estou mar, estou litoral, literal...
Hoje original, amanhã tradução, transcrição; ipsi litteris...


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Salmo Matutino


Bendizei ao Senhor, vós que sois os Seus santos;
Que brote de vossos lábios o perfeito louvor;
O sacrifício, agora não mais com o sangue de bodes ou de bois,
Mas seja a vossa adoração notória na tribulação.
Louvemos ao Senhor porque Ele nos deu um Espírito mui excelente,
De conhecimento, de sabedoria e de revelação,
A fim de que seja o nosso canto sem murmúrio,
E valentes segundo o Seu coração enalteçamos o Seu Santo Nome;
Nos montes e nos vales, pois o Senhor é o Guarda, é o Sentinela de Israel,
Aquele que não dorme e não tosqueneja.
Bendizei ao Senhor Santos de toda a Terra porque Ele é bom,
 E sua misericórdia dura para sempre.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dádiva Sacrificial


Recebi o amor em bruto diamante e por uma brevidade no tempo, me alegrei em sua luz - iluminada: da luminosa, parente, mas não sua igual, e assim o que era fosco se revelou.

Entristeci. Na pouca polidez de palavras, manifestei-me; apregoei, mas em desonra. Em lágrimas à beira da Fonte, por meu bem mais precioso pranteei e ao Ourives o entreguei.

Dei-lhe as costas e em silêncio resolvi partir. Ele, em desespero, gritou-me: “Por que em ira escondes a tua face de mim”?! Respondi-lhe em afonia, minha cria, meu quinhão. Para o ganho, assim te perco.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Salmo da Asafita


Guarda-me, ó Deus, pois em Ti confio.
Livrai-me, Senhor de tropeçar, conforme a Tua Palavra,
E não permita, ó Santo, que a tua pequenina veja a corrupção;
Expulsai ó Pai com Tua mão forte e de poder os estranhos de minha possessão,
Pois eu sei, Senhor, que todo aquele que passa pelo deserto alcança a terra prometida.
E de mel se sacia, bem como se dessedenta com o leite que dela emana.
Uns confiam em carros, outros em cavalos, mas eu faço menção a Teu Nome,
Ó Todo-Poderoso de Israel! Envergonhados sejam todos os meus inimigos;
E faz-me colher com alegria o fruto da preciosa semente que agora semeio em lágrimas.
Que a minha descendência seja poderosa na Terra andando em Teus caminhos,
E que eu me alegre em Ti todos os dias de minha vida, até a consumação dos séculos.

terça-feira, 5 de março de 2013

Palavras...

Desperdício: é misturar teus traços a meus versos;
Sobejos melancólicos de uma pobre poetisa inibida,
Estarrecida e entusiasmada; fadada ao desprezo

Ao suspiro, à saudade segue sôfrega a mulher, a menina
Desventura/sina, que a perpassa, corrói e destrói em dor
que "dói de doída", sem culpa ou dolo.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Teus Olhos

Teus olhos - misteriosos, assombrosos;
São seus...
Olhos iguais aos meus; teus olhos.
Olhos que viram, olhos que não sei o que viu,
Mas são seus...

Vi o teus olhos nos meus e assim eu me vi
Vi a ti e a mim, vi os nossos, vi os meus;
Vi os teus, nos teus olhos, esses olhos
Que são tão teus...

Meus olhos são teus; de quem são teus olhos?
Olhos iguais aos espelhos, bisbilhoteiros,
Furtivos, festivos olhos, abrolhos colhidos
Tecidos mexidos com teus olhos
Esses olhos... Tão seus...

olhos meigos, meigos olhos são os meus
A olhar os teus incertos olhos; indefinidos
Imprecisos, mas são teus olhos no meu olhar;
Tão seus e tão meus; nossos olhos;
Exímios olhos tão seus...

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Casa Vazia

A casa está vazia porque o amor não mora mais nela. Ele levou os móveis, mas deixou as cortinas. Elas balançam ao sabor do vento denunciando quão grande é aquele lugar, quão estreita é a habitação de um coração partido, que não sabe agora o que fazer com o tempo.

Pobre casa repudiada que um dia já foi tão amada. Seu destino agora é vagar. Que lhe importa o sol escaldante ou a chuva fina, que deixa a grama mais verde; que lhe importa o ocaso, o breve instante em que o céu se torna rubro para depois revelar o fundo escuro que se adorna de estrelas, astros estes que, na solidão, perdem a luz. Olhos daltônicos incapazes de ver as cores; lábios insípidos, fenda tão profunda em uma alma em trevas.

Lembranças dos dias felizes lhe cortam a carne, intensos açoites de algo que um dia foi e agora simplesmente não mais é: partiu, se perdeu, esvaiu-se como fumaça. A fidelidade é trapaceira, maléfica senhora, nômade, inconstante, mentirosa e manipuladora no coração que sangra com valores distorcidos, que expõe o que lhe abunda, tal como escrito está no livro do Rei, que comporta milhares de folhas e oxalá ajuntarmos  nós tão excelente tesouro para que vivamos.

Vida - formosa expressão; Biologia, Divino fôlego; conceitos. A casa vazia não sabe o que quer, pois morta deambula. Seu choro lhe retém as palavras cala seu grito na garganta, mas não lhe priva dos sentidos e tampouco dos ruídos; seus membros são pesadas correntes; seus instantes de paz, fugazes. Em torpor, seu eu se biparte. Futuro não há.


sábado, 10 de março de 2012

Quem sou eu?




Sou aquele que por vezes se intima diante da folha branca;
Que se desconecta e se emociona
Com a vermelhidão do ocaso na fenda do céu,
Cujo eu é coberto de fel.

Sou o que lamenta pela não exatidão da realidade
Em contraste com meu universo, verso e reverso,

Sou aquele que conta uma história com o tilintar das horas
Que vê as figuras na sala vazia de gente, ou no sufoco do leito.

Sou o que se manifesta no escrito, que ouve a música
Orquestrada pelo vento na copa das árvores,
Que pinta na expressão da personagem
Aquilo de que está cheio seu coração.

Sou o que faz emanar do peito arfante da virgem o amor,
Sou aquele que faz graça com o menino que passa
Com a vizinha paroleira e a senhora desocupada.

Sou aquele que vê no social o problema,
Embutido o mal, vidas a tragar, travestido está.
Sou eu especial indivíduo, nascido pra arte e para a arte viver.

Sou eu abençaodo e “maldito”, sempre em atrito
Contrito semeador e cefeiro de minhas próprias escolhas;
Sou eu ainda o cercado de amigos, bem vindo aos domingos,
Mas alma sem gêmea, incompleto, abstrato,
A metade porção, ferida, fendida
Cuja história se escreve pela pena do Criador,
Afina, quem sou?

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aflição Passageira


Um alguém pra você e um ninguém para mim,
Ou versa ou vice,
Com pesadas malas e passos decididos,
abriu a porta e partiu.
A luz então, negou seu alumiar,
Não havendo quem contesse a escuridão.

A aurora de mais uma manhã torna-se
O primeiro dia do resto de uma existência,
De uma alma que se partiu, se apartou
De uma porção ingrata que,no caminhar das horas,
E no passar dos dias,
Sempre parecerá mais feliz.
Mecânicas serão as tarefas, cada gesto virá
Carregado de enfado.

Pensamento aos turbilhões e o conhecido
Em qualquer esquina, te inquirirá
E tu irás mentir, a dizer que passas bem
Como a mãe que o filho perdeu entre seus joelhos
Pesada de lamento, mas impedida foi de chorar pelo seu rebento
O engano fluirá de teus lábios enquanto o sumo negro da tristeza
Vai lhe queimando as entranhas, pois o orgulho
Sela teus lábios para que não clames por socorro.

Indefinido e imprevisto é o fim deste tormento,
E o poeta dirá que é vã tua procura
Pela poesia nas tuas dores, ou na infância que para trás ficou
Segundo ele o verso aguarda onde as palavras reinam,
E impróprio é o poema que se contaminou
Nas impurezas do solo.

A cura depende do eu, do tu, do de+ele,
Pelo tempo, embalsamado, indeciso, indeterminado.
As lágrimas que parecem perversas;
Das vigílias da noite, tuas companheiras,
Não há o que as espante,
Não antes de nos lavar o ser.
Não há alvejante que se compare,
Nem o trabalho do mais exímio lavandeiro

O fim disso tudo é o esquecimento, não o completo,
Mas o inexpressivo.
A angústia culmina por ser aplacada
E o sofrimento, inócuo.
Aquele alguém que se foi torna-se uma mancha
Abandonada em um passado que por vezes não parece nosso
Que não volta para nós, mesmo que assim almejemos,
Tal e qual a brisa que não se enclausura no punho fechado.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Estou na Bahia!

Sorria, sorria! Estou na Bahia! Que felicidade, o céu daqui é azul.
Isso mesmo, blue!
De onde eu vim também era, mas olha enfado: nublado!

Hum, cidade de São Salvador! Que calor! Que inverno!
Inverno?! Frio?! Inexpressivo!
Acho que dá, sobrevivo e prossigo;
A vida continua, tem que ir pra escola;
"Baleou" é o nome da bola e não queimado.

Não ser igual, na moral, não traz desavença,
À diferença?! Vou me adaptando,
Turno matutino, reunião à tarde, CSU
Uuuuh! Que mico! Não é formal, é informal o traje
Que ultraje! Sou eu de "patricinha", e agora, amiguinha?
Não! Assim não fico, então minto, menor o mico.

Ok, menos mal, passou, não volta mais,
Aprendi, não repito, satisfaz, mas a voz não disfarça,
Sotaque - motivo de graça. E agora?! Falo "paulianês"
Não é inglês, não tem dicionário.
Como me saio?! Não saio, ensaio, misturo tudo aqui e ali
E nesse embalo lá se vão 28 anos.

Oh, Bahia retada! Que não sei se amo ou se rodeio, porém é o que é - sem rodeios,
Porque tá no sangue sim, fofinha! É de onde veio painho e mainha!
Sou a número 02 e depois?! É assim mesmo, às vezes, na maresia.
Da paulicéia?! Só a saudade, do "embassou", da categoria,
Mas tá na hora v'ombora!

Na cortesia?! Só Jesus é o Santo, não tô na folia, mas não cesso o canto,
Nem o pranto, e aí?! E aí?! Já ia!
Não é Maria?! Afinal: estou na Bahia!

domingo, 24 de julho de 2011

Carta a meu amado

Amado meu, nao sabes o quanto
Que por ti espero, não sabes o quanto
Que por ti eu choro.

Parte de minh'alma! Pedaço de mim!
Quando será que nosso Deus,
Te trará para junto de mim?
O que nos falta, meu querido?!
Para não mais ficarmos distantes assim?!

Qual determinado é o tempo?
O tempo do tempo, o tempo do propósito,
Debaixo do sol, o tempo,
Aludido tempo, para que não caiamos no anzol?

O que nos resta pedaço meu?
Crer que eu sou tua e que tu és meu!
Crer que basta dia, e que o cair
De mais um dia nos afasta
Afasta da dor, do não resolvido, da solidão;

Encontrar-te ei um dia, ó meu varão!
E assim juntos, unidos seremos um
Uma só carne, um só coração, uma só fé
Deixando para trás o deserto,
Assim como Josué,

E pela Canaã do amor
Juntos caminharemos e
Ao Eterno glórias e aleluiais renderemos
Por me escolher para ti, e tu para mim
Para então em uma família nos transformar,

E esta firmada na Rocha para sempre estará,
No Estatuto do Altíssimo, na Lei do Senhor
Vem! Eu te chamo, onde estás meu amor?!
Tua amada te aguarda, persevera por mim!
Clama, chora, suplica!
Quebranta teu coração assim!

sábado, 16 de julho de 2011

O Altar

O altar é o lugar onde subimos para descer;
É onde ficamos para que nos vejam,
Sem, no entanto, nos enxergar.

No altar nós damos e recebemos;
É onde mostramos as marcas de Cristo,
Onde falamos, mas não com a nossa boca.

É onde às vezes não queremos estar,
Mas o amor e o Espírito nos faz prosseguir;
É onde somos provados,
Onde rimos e choramos,
E por muitos olhos somos julgados.

Através do altar vem o descanso,
A cura, o escape, o galardão;
É onde estamos mais perto do Pai,
E na certeza do centro da sua vontade, à disposição...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que é adorar?

Você sabe o que é adorar?
Adorar é venerar; prestar culto; idolatrar,
Ó que vasto vocabulário!
Adorar é isso tudo, assim diz o dicionário.
Adorar! Bem mais que um verbo,
Um provérbio, um advérbio.
E no seu imperativo: adore!
Cante, chore, não se acanhe!
Deixe que o nardo puro se derrame!
Ajoelhado, de mãos dadas, ou orando baixinho.
Adorar é amar, se entregar,
De corpo alma e coração;
Com toda força e entendimento.
Adorar é se doar, se consagrar,
Como sacrifício santo em culto racional,
Para exaltar aquele que nos amou primeiro.
Esta sim é a essência de um adorador verdadeiro!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nota ao Profeta

Alegra-te, profeta, na tua solidão!
Descalça teus pés e pisa o lugar santo,
Desce à Casa do Oleiro,
Pois o Senhor teu Deus falará contigo!
Lembra-te que foi Ele, e não tu, quem o escolheste.

O Seu Espírito por ti arde em ciúmes,
Pois é Deus Zeloso, e não quer te perder!
Então aproveita o momento e estreita teus laços com Ele;
Põe tua cara no pó, se prostra,
Pois assim verás a Glória do teu Deus!

Teus frutos crescerão tal e qual ao da árvore plantada
Junto à ribeiros de água, e o inimigo fugirá de ti.
Em adoração profética arrancarás o bronze dos céus,
E a tua voz se unirá ao coro celestial,
Que de dia e de noite adora ao Santo,
Que habita em meio aos louvores

Ele preencherá o vazio de teu coração,
E refrigerará tua alma.
Não te esqueças,
Grava nas tábuas de teu coração,
Que ainda que teu pai e tua mãe te abandonem,
O Senhor, teu Deus, jamais olvidará de ti!

Deus Atende Desejos ou Necessidades?