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quinta-feira, 23 de julho de 2020
terça-feira, 12 de julho de 2016
Primeiro Quinquênio
O mês de junho veio, se foi, porém é válido o registro de que, foi
neste dito interstício de tempo que concretizei a ideia de inaugurar este
espaço. Lembro-me como se fosse hoje minhas dúvidas, medos e incertezas de como
seria a recepção de meu público, aliás, eu não sabia nem se teria um público!
Mas, o que outrora foi um turbilhão de emoções conflitantes, agora
é o júbilo de um coração palpitante de alegria e uma alma cheia de gratidão ao
Deus dos Céus por ter me concedido esse dom. Deixei-o enterrado por vários anos
e quando resolvi exercita-lo novamente cheguei a questionar o que faria com tal
coisa, uma vez que vivo em um país onde a maioria da população é analfabeta
funcional. Foi daí que alguém me disse: “Escreva!” e assim o fiz, tal como
Moisés ouviu o comando do Senhor: “... Diga ao povo que marche”.
Enfim, cinco anos, cinco mil e vinte e três (e contando)
visualizações de página. É o Blog Ju Passinho comemorando seu primeiro quinquênio
de existência, com a certeza de que ainda há um longo caminho a percorrer e
muito ainda para se aprimorar, contudo basta a cada dia o seu mal.
Deixo aqui o meu abraço e o meu muito obrigado a você, querido
leitor, sem o qual, esse labor seria vão. Felicidades a nós e que venham mais
cinco!
terça-feira, 8 de março de 2016
Não Haverá Juízo ou Tribunal de Exceção
“XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de
exceção.”
“LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente.”
“LIV - ninguém será privado da liberdade ou de
seus bens sem o devido processo legal”.
“LVII - ninguém será considerado culpado até o
trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
Estimado
leitor, os quatro incisos acima foram extraídos do Art. 5 da Constituição
Federal de 1988 e estes serão meu arcabouço para fundamentar mais este
postulado.
Inicialmente, quero
registrar o porquê de minha escolha: como acadêmica em Direito, encontro-me
novamente inserida no mundo das Ciências Sociais (a Administração é uma Ciência
Social aplicada) e tal fato me remonta a ideia de que devo fazer uso deste
instrumento para promoção do bem comum, seja qual for o número de pessoas que
eu puder alcançar. A Bíblia Sagrada nos ensina que mais vale uma alma que o
mundo todo e assim partindo desta premissa, ficarei muito feliz se a força
destas minhas palavras atingir pelo menos uma pessoa.
Nosso país tem passado por
uma fase política e economicamente turbulenta, contudo em minha opinião, a
primeira é objeto de mais profunda preocupação, uma vez que economicamente já
estivemos piores, entretanto sobrevivemos.
Quando nossa Lei Mãe afirma
que não haverá juízo ou tribunal de exceção e, ainda que ninguém será
processado nem julgado senão pela autoridade competente, é a garantia
constitucional de que houve prévia cominação legal antevendo o suposto delito
cometido, bem como prévia organização estatal a fim de criar e legitimar o
juízo pelo qual tramitará o caso. Entretanto, o que está se vendo é algo
parecido com uma tentativa de usurpação do poder público, onde uma mídia
sensacionalista está fazendo às vezes do Estado-Juíz com posterior entrega do
apenado á execração pública. Que se dane a presunção de inocência! A televisão
disse que o fulano é culpado, então é porque que é mesmo! Alias, pensando bem,
era até muito mais inofensivo o tempo em que aparentemente, a TV só ditava moda
e (mal) comportamento. Hoje, guardando as proporções, bem como a quem se presta
á produção de um jornalismo compromissado com a verdade, estamos cercados de arautos
incitando e querendo a volta da barbárie. Tenho uma amiga que um dia salvou um
pobre homem de ser linchado por ter entrado em um mercadinho e roubado um quilo
de feijão e uma barra de cereais. O que é isso? Justiça? Nem entre os animais
ocorre tal coisa. Onde está a racionalidade do homo sapiens? Biólogos, melhor
cessar o ensino acerca do evolucionismo, pois estamos é regredindo.
Não pude não pensar em
Rousseau ao me inteirar dos últimos acontecimentos e em qual teria sido seu
diagnóstico a respeito. Escreveria ele outros princípios de direito político ou
uma epístola na qual procuraria despertar no homem o orgulho de ser cidadão?
Acredito eu que a segunda opção nos seria de maior utilidade na atual
conjectura. Nossa concepção de Estado é
vergonhosa e nosso orgulho de ser cidadão aflora de quatro em quatro anos, por ocasião
da copa do mundo. Ademais, ser cidadão é interessante se e somente se resultar
em lucratividade. Estado e ordenamento jurídico para nossas mentes tacanhas se
restringe a serviço, ou seja, em como podemos nos servir da máquina estatal.
Queremos benefícios, auxílios, pensões, pecúlios, gratificações e afins. O
jovem americano, diante de uma necessidade de consumo, lava janelas, corta
grama, entrega jornais, faz bico de garçom ou de dogwalker. Nossos jovens ficam maquinando em como conseguir
aplicando o mínimo de esforço possível na empreitada.
Mais uma vez citando
Rousseau, quiçá considerasse ele que precisamos rever nosso contrato social. O
que não seria má ideia. Todavia me apropriar da lei tem me ensinado muito sobre
a segurança jurídica que dela provém ao passo que me esbofeteia toda a afronta
que a mesma sofre, em especial, a Constituição Federal e para que?
Aparentemente, satisfazer a vontade do povo, mas que povo e que vontade? Tive a
oportunidade de vislumbrar um artigo onde o autor alertava sobre os cuidados
que deve ter aquele que tem a multidão em seu percalço. Isto porque a vontade
da massa é tão inconstante quanto as oscilações do mercado financeiro.
Outrossim, aos que são adeptos da máxima de que a voz do povo é a voz de Deus,
um aviso: Isso é uma falácia e eis o porquê: Arão, atendendo ao clamor da
multidão, consentiu na feitura do Bezerro de Ouro e por conta disso, houve
corrupção entre o povo culminando no perecimento de muitas almas. A multidão
preferiu a Barrabás em detrimento de Cristo e Herodes se envaideceu quando a
multidão comparou-o a um deus e foi fulminado.
Aos mais céticos, eis um
argumento secular: Rousseau em sua obra “O Contrato Social” escreveu: “A
vontade geral é sempre reta e tende constantemente à utilidade pública, porém
isto não quer dizer que as deliberações do povo tenham sempre a mesma retidão.”
Desta forma, não é prudente que o Estado, no uso de suas atribuições, e
motivado sempre pela supremacia do interesse público, utilize-se de seu poder
de império, bem como do princípio da autotutela para cometer arbitrariedades,
muito menos o Direito, que possui, dentre outros, o dever de dirimir conflitos
e promover a paz social, pode compactuar com tal afronta aos direitos e
garantias individuais.
domingo, 15 de setembro de 2013
Aniversário Feliz
Ufa, mais uma primavera! Parece que foi ontem que eu tinha 15 anos, mas não importa, eu nasci, estou viva e melhor, Cristo vive em mim!
Conheci uma pessoa que gostava muito de dizer que ainda não tinha tudo que queria, mas que queria tudo que tinha. Eu concordo com ela. Ainda não tenho tudo que quero, porém sei que o meu Deus há de suprir todas as minhas necessidades em glória e glória, pois a Ele porque Dele por Ele e para Ele são todas as coisas.
Minha palavra hoje só é de gratidão. São quatro décadas de erros, acertos, sofrimentos, alegrias, lágrimas, sorrisos... Perdi algumas amizades (talvez nunca tenha as tido), ganhei outras, enfim... Vivi. O bom foi que eu fui adquirindo sabedoria pelo caminho. Caí e me levantei algumas vezes para tristeza daqueles que acharam que eu não seria capaz de me reerguer.
Esteticamente, não estou preocupada com nada. Sei que hoje encerrei um ciclo e iniciei outro. Quinze de setembro de dois mil e treze. Para Ju Passinho - ano zero. Uma nova história Deus tem para mim. Sempre teve. Minhas eiras se encherão, meus lagares transbordarão.
Agradeço ao Senhor Todo-Poderoso por tudo e para você, meu leitor, também dirijo um agradecimento todo especial, por fazer parte do meu viver, por partilhar do seu tempo comigo. Congratulações a todos nós!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Alice à janela
Alice serviu-se de uma caneca de
café e foi degusta-la á janela. O ocaso era seu momento preferido do dia, não
só pelo amarelo-rubro de que se pintava o céu. Era a hora do rush, momento em que
as principais vias da cidade se tornariam um imenso lençol de luzes vermelhas.
Com um risinho no canto da boca, Alice ponderava ser ela a única pessoa a ver
poesia naquilo, mas era o jeito Alice de ser: viver à margem do comportamento
urbano. Para ela era prazeroso sentir o cheiro do mar ao cruzar a Avenida
Contorno, mesmo com o coletivo lotado.
Terminada a bebida, a mulher
depositou a caneca a seus pés e prosseguiu em apreciar a paisagem. Residia em
um bairro classe média e àquela hora as cenas mais frequentes eram os pais de
família retornando de mais um dia de labuta e a molecada, sempre aos bandos,
voltando da padaria. Vislumbrar aquelas embalagens brancas provocava-lhe um
sentimento nostálgico – fora criança no tempo em que os sacos de pão eram de
papel. Também em sua época, professores eram mais respeitados, dava-se valor à
virgindade e não se pensava em transformar sandices em lei. Essa conjectura, tal
como outrora, de igual modo a fez recordar-se de que houve um tempo em que a
filosofia de alguém se pautava muito mais nas coisas que dizia do que em seu
comportamento. E o que dizer do falar?! “Ah, o falar!” – suspirou ela – Arte
tão deficiente entre aqueles que formam os atuais grupos de referência. Como seriam
tais pessoas aos olhos de Aristóteles, Demóstenes e Cícero, famosos oradores?
Verbosidade, aliás, assim pensava Alice, seguindo a mesma linha de raciocínio,
era a menor das preocupações da sociedade atual. Carecia-se mais de valores.
Importantes pilares da sociedade vêm sendo removidos sob a desculpa de que faz
necessária a quebra de paradigmas e os que percebem o embuste vem sendo
perseguidos, tachados de retrógrados intolerantes, preconceituosos; jogados aos
leões pela mídia.
Um dia, alguém disse que os laços
estavam muito apertados e é verdade. É só fazer um pequeno tour pela História e
lá constatar que gerações inteiras foram, por assim dizer, “castradas” por
causa do advento de ideologias embasadas em distorções da verdade,
convenientemente vendidas como modelos de moral e bons costumes. As motivações
para tais práticas foram, sobretudo, políticas e algumas delas infelizmente
perduram até hoje.
Alice sentia-se indefesa e
impotente diante de tal quadro ao passo que pensava se realmente havia o que
ser feito, pois o mesmo povo que clama por justiça, tem sede de sangue, o mesmo
povo que exige honestidade por parte de seus parlamentares tem por “otário” o
seu semelhante que se recusa a participar daquele “negociozinho”, que por mais insignificante que pareça ser, não perde seu cunho escuso.
Se Alice desafiada fosse a nomear
tal fenômeno e porque não dizer enfermidade que tem empurrado a coletividade ao
abismo, não precisaria inventar nenhum vocábulo novo. Tratava-se de hedonismo e
nada mais.
Cansada de fazer inferências, a mulher de
estatura mediana decidiu deixar a janela, porém deteve-se mais um pouco por
conta de escutar alguém gritar o seu nome. Seu rosto irradiou-se ao ver que se
tratava de sua vizinha da frente que, após as gentilezas de praxe,
perguntou-lhe quais seus planos para aquela noite, entretanto tomar ciência dos
mesmos causou-lhe espanto, pois não entendeu o que levou a outra a marcar um compromisso
daquela natureza bem na hora da novela.
domingo, 23 de setembro de 2012
Lavagem Cerebral
Na semana passada, tive a rica oportunidade de ouvir da boca de uma pessoa muito querida palavras que expressaram carinho e admiração. Foi algo que me fez muito bem, contudo minha surpresa foi maior quando esta pessoa me revelou que tinha preconceito em relação aos cristãos. Sei que o povo de Deus vem sendo odiado e perseguido há tempos, porém não imaginei que aquele colega padecesse desse mal, levando em conta seu nível intelectual. Alguém aí do outro lado pode argumentar me dizendo que intelectualidade não quer dizer coisa alguma, até porque não existe só um tipo de inteligência. Este relato também não tem a intenção de julgar se está este meu conhecido certo ou errado em cultivar idéias pré-concebidas (pois é essa é a forma como podemos definir, a grosso modo, o que preconceito quer dizer) mas sim ilustrar o que me pôs a pensar em tal fenômeno, mais especificamente, como esse tipo de coisa pode nascer e se propagar e é aí que entra a expressão que dá nome a está postagem: lavagem cerebral .
Não me recordo como e nem quando esta passou a fazer parte do meu vocabulário. Lembro-me entretanto de que era algo que me assustava ao extremo, pois eu imaginava que se tratava de uma sessão de tortura, algo do tipo: trancar uma pessoa em um cômodo, ata-la e depois submeter o seu entendimento a qualquer composto químico (ou até mesmo a hipnose) que no final a tornaria adepta de alguma seita ou simpatizante de alguma outra ideologia esdrúxula. Só anos mais tarde é que li em algum lugar que lavagem cerebral é um esforço que visa premir as atitudes e crenças de outrem. Nasci em um lar católico e antes da luz do Evangelho de Jesus Cristo entrar em minha vida, eu julgava que os crentes em geral haviam sofrido tal procedimento e era por isso que não eram católicos. Graças a Deus, hoje eu sei o que igreja significa e, de semelhante maneira, compreendo que Cristo não voltará para buscar esta ou aquela denominação, mas sim, a nação santa, o sacerdócio real, o povo escolhido.
Quanto ao que se pensa dos cristãos, a coisa não mudou de figura e muitos ainda julgam a sua diferente maneira de viver como uma reprogramação patrocinada pelos espertalhões interessados em aproveitar-se da fé alheia - leia-se financeiramente. É claro que esse tipo de gente existe, mas não se pode generalizar. Nesse sentido, muitos do que tem essa opinião, acredito eu, nunca pararam para refletir se também não foram "programados" a pensar dessa maneira. É fato: todo sistema influencia e é influenciado. O perigo está em quem ou o que vem exercendo influência no meio em que vive. Certa feita, um grupo de conhecidos meus discutiam acerca de uma suposta declaração de um famoso pregador do evangelho sobre o dízimo. É claro que os ânimos estavam exaltados, pois é um "absurdo" qualquer fiel ofertar um real para mantimento da casa de Deus, contudo estas mesmas pessoas não admitem críticas sobre o quanto gastaram em álcool em um único fim de semana, sob a alegação de que "o dinheiro é meu, faço dele o que bem entender" (?!). Ouvi tudo o que eles diziam, à princípio, sem me meter, porém em um dado momento, pedi permissão e desculpas por me intrometer na conversa e lhes exortei a mudar de tática. O homem de quem falavam é alguém de grande relevância, não só no Brasil e, assim sendo, aconselhei-os a lerem a palavra de Deus se interessados estivessem em combate-lo, pois só na bíblia eles encontrariam os argumentos certos a fim de condenar suas atitudes, uma vez que as palavras que vinham saindo de sua boca, até então, vinham sendo inspiradas pela avareza. Sabe o que eles me responderam? Nada!! Silêncio total! Não sou melhor que nenhum deles, todavia é sabido que contra fatos, não há argumentos.
A maioria da população não aceita a visita de um cristão em sua casa, porque temem a tal "lavagem cerebral" mas sentam em frente a TV todos os dias e contemplam a teledramaturgia ensinando que ninguém é de ninguém e depois desejam que seus parceiros levem a sério o relacionamento. O velho adágio continua a valer: "pimenta nos olhos dos outros é refresco". É muito engraçado ver na novela das oito, o homem que tem três esposas e gargalhar com o modo pelo qual elas digladiam entre si. Apesar disso, ninguém quer levar "chifre". O adultério continua desfazendo muitos casamentos.
O que se vê hoje é um sistema de comunicação em massa interessado em difundir uma cultura cancerígena de extermínio e inversão de valores cruciais igualzinha àquela propaganda que visa influenciar o comportamento do consumidor buscando que esse se interesse em consumir o produto anunciado. Que bom seria se a mídia só existisse com tal intuito! Alguém diria: "dos males, o menor." Todavia, tem gente se aproveitando dos analfabetos emocionais, incapazes de ler as entrelinhas. Isso sim é o que pode ser considerado lavagem cerebral ou, até mesmo, mensagens subliminares. A degradação dos valores morais gera violência e isso não sou eu quem digo e sim as ciências sociais. Em Lamentações de Jeremias, no capítulo três, verso vinte e dois está escrito que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos. Alguém ainda duvida que Deus existe? Glórias a Ele, pois sem Ele a humanidade já teria suicidado.
Ódio aos judeus, aos negros, aos homossexuais, aos cristãos, aos latinos, aos mestiços, ódio, ódio, ódio! Tudo isso começa sempre com um sujeito boa pinta loquaz e persuasivo. De início, parece alguém inofensivo, mas só depois que, parafraseando um amigo meu, o dragãozinho de três olhos está bem cevado e crescido o bastante para causar destruição é que se tem a noção do perigo. Se você leu, aqui mesmo neste blog, um texto que publiquei em fevereiro deste ano intitulado " A violência oculta" vai notar uma certa familiaridade entre os dois escritos. Sutilmente a sociedade tem sido todos os dias "lavada" de modo a disfarçar a presença de quem interessado está na desestruturação familiar, em afastar as pessoas de Deus, na promiscuidade, etc. Teoria da conspiração? Não sei, deixo a seu critério. Mas concluo chamando a atenção para o perigo dos estigmas nascentes nesse contexto: toda loira é burra, todo pastor é ladrão, japonês e chinês é tudo a mesma coisa e por aí vai.
sábado, 16 de junho de 2012
A Era do Conhecimento e a Emburratização
Na década de oitenta, Peter Drucker previu que entraríamos na era do conhecimento e isso é verdade - estamos vivendo nela, mas percebi também que há uma força trabalhando contra o avanço do saber e aqui a denominaremos de "emburratização".
Há quem possa julgar o que Drucker chamou de era do conhecimento como uma coisa contemporânea, mas a emburratização, (termo a que peço licença ao querido leitor para usa-la sem me valer das aspas tal como fiz no título) não. Ela já vem de longas datas, do tempo em que alguém (diga-se sempre) se ocupou em espalhar que o saber e o conhecer é privilégio de poucos, que a ignorância e a felicidade andam de mãos dadas, que estudar é para quem não nasceu bonito e, portanto, não pode ser artista, essas coisas.
O sabido incomoda. Basta que alguém demonstre ter um pouquinho mais de "tutano" para começar a sofrer bullyng de variadas formas. Diante disso, o geniozinho, coitado, em busca de aceitação, decide emburrecer ou se manter na média.
Como foi dito no segundo parágrafo, não são de agora as astutas manobras a fim de manter o povo na ignorância. O dominador sabe que não pode com cabeças pensantes. Vejam por exemplo o que ocorria em nosso país durante a ditadura. Quem se atrevia a pensar diferente era tachado de subversivo e tornava-se alvo de perseguição. Os estudantes de Filosofia, Sociologia ou de qualquer outra "ia" que ensine a pensar, pior ainda! Chegaram até a criar os cursos de nível médio técnico de modo a ninguém precisar (leia-se impedir, evitar...) ir a faculdade.
Refletir a respeito destas coisas me faz indagar cada vez mais que paradoxo é esse: é a emburratização andando em paralelo à indústria do conhecimento e, diga-se de passagem, que força ela tem! Ao ligar a TV, vemos as mulheres frutas, condimentos e répteis, com seus corpos esculpidos disseminando (ou ressuscitando) a cultura da mulher objeto, novelas, os realities besteiras, besteiras e besteiras e outros programas que atentam, afrontam e ofendem nossa inteligência tendo altos índices de audiência para sorte deles e infortúnio nosso. Essas coisas além de alienar, atrai outra sorte de prejuízos.
Estudar, no entanto, continua sendo pré-requisito pra se arrumar um emprego e, consequentemente, ganhar dinheiro. O mercado de trabalho, hoje mais exigente, sempre requereu de nós a qualificação. Diante disso, continuando o raciocínio ante ao paradoxo citado no parágrafo três: milhões correm em busca do conhecimento que lhes dará o diferencial a fim de conquistar a tão almejada colocação e, diga-se de passagem, não qualquer colocação, e sim à que o esforço seja mínimo e o retorno máximo. Imagino que alguém aí do outro lado acabou de gargalhar e exclamar: "É assim mesmo!". Que se danem os investimentos a longo prazo! Queremos plantar agora e colher ontem!
Estudar, no entanto, continua sendo pré-requisito pra se arrumar um emprego e, consequentemente, ganhar dinheiro. O mercado de trabalho, hoje mais exigente, sempre requereu de nós a qualificação. Diante disso, continuando o raciocínio ante ao paradoxo citado no parágrafo três: milhões correm em busca do conhecimento que lhes dará o diferencial a fim de conquistar a tão almejada colocação e, diga-se de passagem, não qualquer colocação, e sim à que o esforço seja mínimo e o retorno máximo. Imagino que alguém aí do outro lado acabou de gargalhar e exclamar: "É assim mesmo!". Que se danem os investimentos a longo prazo! Queremos plantar agora e colher ontem!
Veja o que escreveu o filósofo Arthur Schopenhauer, na primeira metade do século XIX:
"Quando observamos a quantidade e a variedade dos estabelecimentos de ensino e aprendizado, assim como o grande número de alunos e professores, é possível acreditar que a espécie humana dá muita importância para a instrução e a verdade.
... E os alunos não aprendem para ganhar conhecimento e se instruir, mas para poder tagarelar e ganhar ares de importantes. A cada trinta anos desponta no mundo uma nova geração, pessoas que não sabem nada e agora devoram os resultados do saber humano acumulado durante milênios, de modo sumário e apressado, depois querem ser mais espertas que todo o passado. É com esse objetivo que tal geração frequenta a universidade e se aferra aos livros, sempre aos mais recentes, os de sua época e próprios para sua idade. Só o que é breve e novo! Assim como é nova a geração, que logo passa a emitir seus juízos. - Quanto aos estudos feitos simplesmente para ganhar o pão de cada dia, nem os levei em conta." (A arte de escrever, Schopenhauer, 2005, L&PM Editores, pag 19)
Adaptando a passagem acima ao nosso contexto, veja se não é isso que estamos vivendo? Ainda citando Schopenhauer (2005), o que se tem em mente hoje não é a instrução e sim a informação. Busca-se os títulos. A palavra profissional tem perdido seu sentido etimológico. O bom agora é estudar para ser "doutor". Eles estão errados? Em uma análise superficial, não. Para que um saber profundo, genuíno e de qualidade em um mundo que lhe oferece em troca a massificação e a alienação? Pobre de mim e meus "textos cabeça" e que alegria a minha ter quem me leia!
Disse Jesus: "Entrai pela porta estreita porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela". Quem tem ouvidos para ouvir ouça e bem-aventurados são os que leem as entrelinhas. Do contrário, que Deus tenha misericórdia de nós.
Disse Jesus: "Entrai pela porta estreita porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela". Quem tem ouvidos para ouvir ouça e bem-aventurados são os que leem as entrelinhas. Do contrário, que Deus tenha misericórdia de nós.
terça-feira, 13 de março de 2012
A Síndrome do Super-Herói
Meditando acerca de algumas coisas, descobri que boa parte da população sofre de um mal que denominei de Síndrome do Super-Herói. Essa patologia com certeza tem outro nome e também deve ser algo que Freud explica, mas cheguei a essa conclusão (ou a esse diagnóstico) analisando alguns fatos e notei que estamos sempre esperando que uma pessoa só faça tudo: desejamos que o craque tal ganhe a copa do mundo, elegemos prefeito, governador e presidente e ansiamos que estes, em um ou dois mandatos, dêem jeito em problemas que já estão acumulados há várias gestões e, aliás, neste aspecto, quem eu acho que sofre mais é o Presidente da República. Oh, Deus, que fardo! Imaginem governar um país de 512 anos, que já nasceu endividado, que teve boa parte de suas riquezas naturais sugadas pela metrópole, lutar contra a corrupção, contra a fome, inflação, desemprego, drogas, violência... Ufa! Muitas tarefas para uma pessoa só não acham?
Não estou aqui fazendo apologia a senhor ninguém e, como todo bom cidadão também desejo que meus representantes nas três esferas do governo façam alguma coisa, porém temos que ser razoáveis e entender que por mais bem intencionados que alguns deles estejam isto não lhes deixa imunes ao ataque das forças contrárias ao desenvolvimento socioeconômico de nossa nação - gente interessada em que tudo continue como está.
No meio evangélico, infelizmente, esse mal também assola:. vários crentes lançam mão ao arado e depois olham para trás com a desculpa que o pastor não "abraçou". Afinal que abraçar é esse? Por que Cristo nos ensinou coisas, sobre comunhão, partir do pão e vida em comunidade se, no fundo, no fundo, achamos que o trabalho é só de um? Como estudante de Administração entendo os benefícios da distribuição de tarefas, da descentralização de poder, da cooperação e do trabalho em equipe, entretanto também fico triste ao perceber que tem muita gente que não está nem aí para nada disso.
Melhor seria então para nós, alguém poderia dizer, se vivessemos no universo do Sr. Lee. Lá, haveria uma diversificada gama de superdotados criados especificamente para pôr fim em nossas mazelas. Contudo ainda teríamos que nos submeter à vontade dos roteiristas. Que Deus nos livre dessa má hora!
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Vaidade e Aflição de Espírito
Vaidade de vaidades! Diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.
O que vai de encontro ao curso deste mundo vê, com os olhos do Senhor, a vaidade das vaidades consumindo almas, desqualificando vidas e destruindo lares. Dissimulados vão à mídia clamar por justiça ao tempo em que promovem eles mesmos a iniqüidade.
O escândalo infiltrou-se em meio às autoridades, os idólatras estão no templo e Jeová me pergunta o que vejo e me assegura que ainda verei abominações maiores do que estas.
O enganador propaga e, muita gente acredita, que “careta” é aquele que não usa drogas, que o otário é o bondoso juntamente com o honesto; a moça que escolhe se guardar para o esposo é “cafona” e o rapaz que não se estabelece como “pegador” tem sua masculinidade questionada.
Tudo isso é vaidade e aflição de espírito daqueles que semeiam erva daninha e esperam colher cerejas, dos que edificam para si casas alicerçadas na areia e depois não entendem porque estas cedem à tempestade. Na vaidade de sua mentes vivem eles sem temer o amanhã.
Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho debaixo do sol, procurando ajuntar apenas o que a traça rói e o que a ferrugem consome, prontos a ignorar que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria?
A competição predatória tem seu habitat em um oceano vermelho às custas do vigor desta geração perversa e corrupta, onde gemem os filhos de Deus. Eles ouvem nosso gemido, mas não entendem de onde vem o nosso socorro; invejam o viço de nossa pele e não compreendem a razão de nossos vestidos não envelhecerem e nem ficarem descalços os nossos pés.
Apliquei meu coração a esquadrinhar e a me informar de tudo quanto sucede debaixo do sol; esta enfadonha preocupação do filho do homem. Eis que tudo é vaidade e aflição de espírito. Na muita sabedoria há enfado e o que aumenta em ciência, aumenta em trabalho.
Isto tenho visto e ouvido, e disse eu em meu coração: “não me conformarei com este mundo, antes me transformarei na renovação de meu entendimento para que eu saiba qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus durante o número de dias de minha vida”.
domingo, 17 de julho de 2011
O tempo de Deus
"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu" (Ec.3-1).
A passagem bíblica acima fundamenta uma verdade, não só bíblica, mas universal. Vivemos numa era em que um dos lemas é: quanto mais rápido melhor, contudo o nosso Deus não segue o curso deste mundo (graças a Ele mesmo por isso).
A Palavra de Deus nos diz que um dia para Deus é como mil anos e vice-versa, entretanto mesmo sendo detentores deste conhecimento muitas vezes nos flagramos tendo um comportamento semelhante ao dos imediatistas. Há coisas, meu caro, que Deus lhe proverá de maneira relativamente rápida, mas outras, não. E se for algo que Ele sabe que não te fará bem, aí é que não tem negócio! Por isso é sempre bom submetermos a nossa vontade à vontade de Deus e, quando faço essa afirmação, não estou atestando que Deus só nos concede algo quando "está afim" e sim por ser necessário que passemos por um preparo antes ou até mesmo a própria benção carece ser moldada antes de chegar a nós. Observe: se alguém lhe prometer um bolo de chocolate, acredito que não será agradável recebê-lo ainda cru. Outro bom exemplo é o zelo de nossos pais para conosco quando nos priva de algo que ainda não é propício a nossa idade. De igual forma age Deus com seus filhos. Jamais ele nos concederá algo que ainda não estamos aptos a receber. Assim procedendo, estaria Ele nos concedendo um tropeço, situação da qual Ele nos afirma biblicamente que é poderoso para nos guardar (no sentido de firmar: Rm 14-4).
Compreendo que há momentos em que a espera parece infindável e esse desespero nos abala, mas não podemos esquecer que o Eterno não permite que venha sobre nós o que não possamos suportar. Em Gn.3-15 está registrada a primeira profecia acerca da vinda do Messias e sabemos que Jesus veio afim de nos reconciliar com Deus; restaurar o caminho que nos conduz a Ele. Desconheço o número de anos que se passaram entre a primeira profecia e o anúncio do nascimento de Cristo, mas sei que, durante esse período, Deus não deixou o seu povo desamparado; proveu outras maneiras de se relacionar com o homem até que a obra redentora de Seu Filho se concretizasse. Assim será até que se complete o tempo determinado para recebermos a resposta que ansiamos. Isso também pode ser chamado de consolo. É difícil quando Deus nos diz "ainda não" ou "espere".
Busque primeiramente o Reino de Deus e sua justiça eo demais lhe será acrescentado. Lembre-se também que o justo vive pela fé e que se ele recuar, o Senhor não tem prazer nele (Hb.10-38). Mantenha sua mente saudável voltando sua atenção para o alto e não às circunstâncias. Nossos olhos naturais podem não vislumbrar coisa alguma, porém, pela fé, enexergamos aquilo que não se vê (Hb.11-1).
terça-feira, 12 de julho de 2011
Fé e emoção são a mesma coisa?
Em Hebreus 11-1 está escrito que a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem. A emoção, em contrapartida, é definida como sendo um abalo moral ou afetivo; uma perturbação, geralmente passageira, provocada por algum fato que afeta o nosso espírito. Agora, comparemos: se a fé é um FIRME FUNDAMENTO e a emoção é um ABALO geralmente PASSAGEIRO, como podemos nós cristãos confundir uma coisa com a outra?! Por isso que o Senhor Jesus nos advertiu: "Acautelai-vos, que ninguém vos engane." (Mt. 24-4) e ainda, o Espírito Santo, por intermédio do Apóstolo Pedro, nos diz: "Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar." (1Pe. 5-8).
O inimigo tem destruído, desviado e limitado a vida espiritual de muitos fiéis por causa da confusão que se faz com o significado destes dois vocábulos. Há pessoas que quando acordam dispostas e felizes, sentem-se com mais fé; quando a situação se inverte, achegam-se à incredulidade. Podemos extrair da Bíblia Sagrada diversos tipos de fé, contudo a que somos ensinados a exercitar não é a do tipo "sanfona". De igual modo é errôneo orar ao Senhor pedindo que Ele aumente a nossa fé. Isso não existe! Podemos sim, peticionar ao Criador para que sejamos aperfeiçoados nesta área e também nos concentrar no que a palavra nos exorta a esse respeito: "a fé vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus." (Rm.10-17). Assim sendo, aquele que deseja crer com mais eficácia deve buscar esse aperfeiçoamento na Palavra. O Senhor distribui os dons por medida; com a fé não é diferente (Rm.12-3 e 6).
Lembremo-nos que Cristo nos disse em Mt 17-20, que aquele que tivesse a fé do tamanho de um grão de mostarda seria capaz de mover um monte. Por que então ficarmos preocupados com o tamanho da medida de fé que recebemos?! Melhor coisa é que nos concentremos no que ela é capaz de realizar, pois a fé é a vitória que venceu o mundo (1Jo. 5-4).
Ainda neste mesmo raciocínio, do mesmo modo que é enganoso pensar que fé e a emoção são análogas, é ser levado a crer que nosso estado de espírito é diretamente proporcional à nossa comunhão com o Senhor. Estarmos alegres ou tristes não influencia no fato de Deus estar perto ou longe de nós. Isso pode ocorrer por causa de outros fatores, todavia a aproximação ou a distância, de certa forma, depende de nós. Fomentar tal linha de pensamento é como comparar o caráter de Deus ao nosso. No eterno não há sombra de variação (Tg 1-17). Se Ele prometeu que estaria conosco todos os dias até a consumamação dos séculos, assim o será! Da mesma forma, se está escrito em Jr. 23-23 que Ele é Deus de perto e Deus de longe, logo por que duvidar?! O Senhor vela para que sua Palavra seja cumprida, pois não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa.
Não posso garantir que, ao adquirir esse conhecimento, ficaremos imunes às variações de humor, seja elas causadas pelas pessoas que nos cercam ou por pressão da realidade à qual estamos inseridos, mas ter essa consciência nos auxilia a tomar uma aitude diferente e, neste caso, nada melhor para restaurar nossa paz interior e nos trazer de volta ao equilibrio do que a oração. Principalmente por causa do que está escrito em Fp. 4, versos 6 e 7.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A Multiforme Graça de Deus (1Pe 4-10)
O dicionário nos explica que multiforme quer dizer: que tem ou é capaz de tomar várias formas; que se manifesta por diversos modos. Já graça significa: benevolência; favor; mercê; perdão.
Teologicamente aprendemos que graça é o favor imerecido de Deus para conosco. Meu pastor, em uma de suas pregações, nos exortou a toda vez que estivermos diante da palavra graça em qualquer passagem das Escrituras, nos submeter a seguinte reflexão: "graça, eu não mereço, mas eu preciso."
Queridos, de acordo com o texto áureo em que se baseia esta reflexão, eu vos convido a tomar posse dessa graça! Sigamos o conselho do Apóstolo Paulo em 2Tm. 1-1 e nos fortifiquemos nela!
Em 2Co. 4-10 está escrito que as armas espirituais são poderosas em Deus para destruição de fortalezas e muitas vezes as mesmas se encontram em nossas mentes. Sejamos sóbrios e vigiemos porque o inimigo de nossas almas procura a todo tempo nos tragar e o centro da nossa vontade é um dos seus alvos preferidos. Isto vos escrevo não para causar-lhes temor, mas como alerta! Examinemos as escrituras porque nelas há ensinamentos para a vida eterna e são elas que testificam do Senhor Jesus Cristo, que é a graça revelada do Pai.
Entendendo o que é a graça de Deus e as diversas maneiras pelas quais ela se manifesta, teremos em mãos uma poderosa arma contra as astutas ciladas do diabo. Ele tem interesse em que fiquemos ignorantes acerca de quem somos e o que temos, por intermédio de Cristo, nas regiões celestiais.
É pela graça que somos salvos, através dela, alcançamos perdão. É pela graça que o nosso Deus nos vê com seus olhos bondosos de Pai. Examinando os capítulos quatro e cinco do livro de Hebreus, concluiremos que, pela graça, também encontramos escape diante das tentações; lá também está escrito que temos um Sumo Sacerdote que se compadece de nossas fraquezas e que pelo Seu exemplo podemos viver uma vida sem pecado. Que graça maravilhosa!
Semelhantemente, pela graça , a misericórdia de Deus se manifesta em nossas vidas, por isso nos acheguemos com confiança ao Trono da Graça sem nunca nos esquecer que, apesar de não sermos merecedores, o Senhor nos honrou com sua graça e melhor ainda: de graça!
terça-feira, 14 de junho de 2011
Onde está o teu tesouro?
Seja qual for tua resposta, lembra-te que ali também estára o teu coração. Medite na letra da canção abaixo:
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
Apenas Seguia
A tendência maior que temos ao lermos os evangelhos de Nosso Senhor Jesus Cristo é prestarmos atenção nas atitudes inusitadas de personagens como Zaqueu, a mulher Cananéia, o centurião de Cafarnaum e alguns outros.
Mas, o que dizer da grande multidão que APENAS seguia o Mestre? Há grosso modo, alguns poderiam argumentar que, pelo fato de esse aglomerado de pessoas ser conhecido como seguidor de Cristo sem, contudo se encaixar no conceito de adepto ou partidário, coisa alguma em seu comportamento merece destaque, porém assim como a Palavra de Deus nos dá exemplos a serem imitados, sou levada a pensar que o testemunho destes meros seguidores do Messias deve ser inserido na lista daqueles a quem nós não devamos tomar como modelo.
Confesso que até pouco tempo eu também ignorava a dita multidão. O que me despertou para o fato foi a letra de uma música e eu, como todo bom bereano, examinei as escrituras. O prêmio foi uma enriquecedora revelação de Deus para mim nesse sentido. Posteriormente, o Espírito Santo me guiou a usar esse conhecimento em uma pregação num culto doméstico.
Somos chamados para ser luz e sal nesta terra, todavia em coisa alguma faremos diferença tendo um contato superficial com nosso Salvador.
Na leitura da passagem bíblica encontrada em João 6, versículos 1 e 2, e, neste mesmo capítulo, os versos 22, 23 e 24, nota-se que o autor se refere a um grupo de pessoas que acompanhava Jesus, mas sua participação em seu ministério se limitou a assistir e se maravilhar com os sinais e milagres por ele operados sem, entretanto esses eventos mudarem suas trajetórias de vida e, no mesmo contexto, os interessados em “se servir de Deus”.
Atualmente, o Senhor Jesus continua a operar milagres pelas mãos daqueles que nele crêem (Mc 16-17 e 18; Jo 14-12), mas, infelizmente, muitas igrejas estão cheias de meros “seguidores” do Rabi.
Um verdadeiro adepto de Jesus Cristo não se contenta em APENAS SEGUIR o mestre. Ele trabalha para chegar à estatura de varão perfeito (Ef 4-13), tomando também por base as atitudes dos heróis da fé. Assim agindo, desfruta das bençãos advindas do fato de sermos co-herdeiros em Cristo e faz com que o Pai seja glorificado no Filho (Jo. 14-13).
quarta-feira, 8 de junho de 2011
“... O amor de muitos esfriará.” (Mt 24-12).
Certa feita eu estava conversando com dois jovens que, á época, trabalhavam com música na igreja, assim como eu.
O papo começou descontraído. Os dois mancebos, apesar de serem, pelo menos, uma década mais jovens do que eu, tinham muito a me ensinar sobre música, principalmente a respeito do que acontece nos bastidores.
Falar do que se desenvolve por detrás das cortinas levou nosso diálogo a um outro patamar. Aqueles dois jovens começaram a parecer menos jovens para mim e, à medida que suas feições se contraiam enquanto suas bocas despejavam amargura, decepção, incredulidade e afins, meu ser se enchia mais e mais de espanto e a única coisa que me vinha à mente era como todo aquele negativismo podia proceder de dois corações de tão pouca idade.
Confesso que tentei contestar seus argumentos, incutir-lhes uma visão um pouco mais otimista em relação à vida e à expansão do Evangelho do reino nesta terra, porém não fui bem sucedida na empreitada. Em um dado momento um deles chegou a dizer que eu só falava daquele jeito porque “vivia em meu mundinho de...” e citou o nome de duas cantoras gospel muito famosas.
Mesmo com o rosto fervendo devido a uma grande descarga de adrelina, achei que seria mais sábio de minha parte dar o assunto por encerrado e pedir licença para me retirar.
Naquela mesma noite, já em casa, a parte desagradável do ocorrido teimava em deixar meus pensamentos e, mesmo não perguntando a Deus diretamente o porquê daquilo, ele me levou a refletir sobre a referência bíblica encontrada no título deste relato.
Aqueles dois jovens, assim como muitos cristãos da igreja contemporânea, lotam os bancos de suas respectivas congregações, cumprem fielmente a sua “agenda” de compromissos eclesiásticos, mas a verdade é que o amor se esfriou, tal e qual predisse o Mestre.
Escândalos em nosso meio tem esfriado o amor de muitos, porém grande parte deles, não se “desviam” totalmente do evangelho temendo o inferno ou simplesmente por achar que continuar a freqüentar os cultos, dizimar, ofertar ou até mesmo ocupar um cargo na igreja, irá protegê-los do diabo da mesma forma que um guarda-chuva em meio a um temporal.
Essa reflexão me trouxe outros benefícios além de me inspirar a escrever este texto, contudo a mais importante lição que pude tirar deste episódio foi a de desviar os meus olhos do homem e focá-los em Cristo. Assim procedendo, jamais deixaremos de viver a plenitude do evangelho ou correr o risco de passar toda a nossa vida como o irmão do filho pródigo, que tinha as posses de seu pai a sua disposição, entretanto não gozava de coisa alguma.
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