domingo, 31 de julho de 2016
sábado, 16 de julho de 2016
Cristão – quem é você
A
palavra de Deus, no livro de Oséias, cap. IV, verso VI, primeira parte, diz: “O
meu povo foi destruído, porque lhe
faltou o conhecimento.” Dessa passagem se depreende o entendimento de que é
importante para o cristão crescer também em conhecimento, pois esse é um dos
ramos do poder.
Um
cristão que bem maneja a Palavra da Verdade (2Tm 2-15) é um cristão mais
difícil de ser ludibriado pelo inimigo, não propenso, dentre outras coisas, a
dar ouvidos a doutrina de demônios (1Tm 4-1). Desse modo, o presente estudo tem
o objetivo de revelar cinco pontos integrantes da identidade cristã, fazendo a
ressalva de que tal rol é exemplificativo e não taxativo, uma vez que nosso
Deus é fonte inesgotável de sabedoria e tesouros e assim, portanto, fomos
agraciados por estas e por muitas outras coisas nas regiões celestiais (Ef
1-3).
Primeiro ponto:
você é filho de Deus (Jo 1-12). Recebeu, ou melhor, reconheceu Cristo como
Salvador e Senhor de sua vida? Parabéns! Você se tornou filho de Deus e olhe o
que diz ainda o versículo: “... deu-lhes o poder de serem feitos filhos de
Deus...”. Perceba: ser filho de Deus é
um direito e também um poder que o próprio Deus nos concede;
Segundo ponto:
você é irmão de Jesus (Rm 8-29). A compreensão deste segundo ponto decorre do
primeiro. Uma vez feito membro da família de Deus (Ef 2-19), Cristo torna-se
seu irmão;
Terceiro ponto:
você é coerdeiro com Cristo (Rm 8-17). Este ponto, tal como o anterior, guarda
relação com o primeiro. Acompanhe – filhos, logo herdeiros e coerdeiros de
Cristo. Em outras eras, apenas o primogênito herdava os bens da família. Na
atualidade, todos os filhos são herdeiros, não importando se detentores ou não da
primogenitura. Cristo, conforme a Palavra,é o primogênito entre muitos irmãos,
porém o que é Dele também é nosso;
Quarto ponto:
você tem autoridade sobre as forças do mal (Lc 10-19). Os quatro evangelhos são
ricos em passagens que corroboram a divindade de Jesus e, portanto, sua
autoridade sobre os espíritos malignos. Nessa passagem, em especial, vemos que
Ele revestiu a Sua Igreja com este mesmo poder;
Quinto ponto:
Cristo é o dono da casa e você é o doméstico (Mt 10-25). Em algumas traduções
bíblicas, ao invés da expressão “dono da casa” encontramos a expressão “pai de
família”, mas isso não muda ou sequer atrapalha entendermos que Jesus é Senhor
sobre nós, já que Ele é o Cabeça da Igreja (Ef 5-23). Isso significa dizer que
estamos suscetíveis a padecer as mesmas aflições, calúnias, injustiças e/ou
perseguições pelas quais Ele passou durante Seu ministério terreno. Em outras
palavras, ser cristão é ser parecido com Cristo e assim, tal como somos
convidados a alcançar a estatura do Varão Perfeito (Ef 4-11;14), imprescindível
é que nos conscientizemos que isso implica, inclusive, padecermos por amor de
Seu nome (MT 10-22).
Como
considerações finais, temos que a pessoa, uma vez feita sua manifestação de fé
em Cristo, reconhecendo Seu sacrifício expiatório; investida na família de Deus,
e herdeira das coisas do Céu, não é mais a mesma, e muito menos pertence mais a
este mundo (Jo 15-18; 19 e 17-14;16).
O viver
pelo Espírito (Rm 8-5) e Nele frutificar (Gl 5-22) passam a ser as diretrizes
do seu viver, não significando estar apartado, necessariamente, das coisas
dessa terra, mas estas se tornam secundárias (Mt 6-33), inclusive, em seu
coração (Lc 12-34).
terça-feira, 12 de julho de 2016
Primeiro Quinquênio
O mês de junho veio, se foi, porém é válido o registro de que, foi
neste dito interstício de tempo que concretizei a ideia de inaugurar este
espaço. Lembro-me como se fosse hoje minhas dúvidas, medos e incertezas de como
seria a recepção de meu público, aliás, eu não sabia nem se teria um público!
Mas, o que outrora foi um turbilhão de emoções conflitantes, agora
é o júbilo de um coração palpitante de alegria e uma alma cheia de gratidão ao
Deus dos Céus por ter me concedido esse dom. Deixei-o enterrado por vários anos
e quando resolvi exercita-lo novamente cheguei a questionar o que faria com tal
coisa, uma vez que vivo em um país onde a maioria da população é analfabeta
funcional. Foi daí que alguém me disse: “Escreva!” e assim o fiz, tal como
Moisés ouviu o comando do Senhor: “... Diga ao povo que marche”.
Enfim, cinco anos, cinco mil e vinte e três (e contando)
visualizações de página. É o Blog Ju Passinho comemorando seu primeiro quinquênio
de existência, com a certeza de que ainda há um longo caminho a percorrer e
muito ainda para se aprimorar, contudo basta a cada dia o seu mal.
Deixo aqui o meu abraço e o meu muito obrigado a você, querido
leitor, sem o qual, esse labor seria vão. Felicidades a nós e que venham mais
cinco!
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Ideias e Oportunidades de Negócio
Diferentemente do que parece ser,
nem toda ideia é uma oportunidade de negócio. As ideias são bastante genéricas.
As oportunidades de negócio, não. Para exemplificar, o que você escolher para
presentear o seu amor ou até mesmo o que vier a sua mente como cardápio para o
jantar, são ideias, porém, em tese, não significa que essas abstrações podem
ser transformadas em oportunidades de negócio. Complicado? Então prepare-se,
pois a coisa só piora (brincadeirinha): nem toda ideia, aparentemente uma boa
oportunidade de negócio, deve ser posta em prática, mas calma! Vamos esclarecer
as coisas.
A priori, destaquemos a diferença
entre as duas expressões:
Ideia – existe em maior
quantidade. Pode ser uma abstração; intuição; plano. Toda oportunidade de
negócio surge através de uma ideia, mas não o inverso.
Oportunidade de negócio – é a
ideia economicamente viável, mas cuidado! Negócios, a princípio, economicamente
viáveis não são sinônimos de boas oportunidades de negócio. Tem que haver um
filtro e, neste caso, a ferramenta ideal é um estudo de mercado, seguido de um
bom plano de negócio.
Feitas estas considerações
iniciais, aqui vai um importante conselho: não queime etapas, tampouco tenha
pressa em concluí-las, principalmente se a etapa em questão for a de
planejamento. Tenha em mente que o planejamento será a causa do sucesso ou do
fracasso do seu empreendimento, isso sem falar na ingerência, mas isso é
assunto para outra hora.
A carga tributária brasileira é
muito alta. O Estatuto das Micro e Pequenas Empresas veio para facilitar as
coisas, mas mesmo assim o fardo a carregar é pesado para o iniciante. Além disso,
é imprescindível que aquele que deseja empreender entenda que, apesar de ter se
tornado seu próprio patrão, terá jornadas de trabalho bastante excedentes à que
se submete o trabalhador formal e que terá que abdicar, inclusive, de seus
finais de semana e feriados. Mesmo que seu capital inicial seja suficiente, até
mesmo, para contratação de mão-de-obra, a presença do dono é primordial, pois
como diz aquele ditado: “o olho do dono é que engorda o gado”.
Dando continuidade ao presente
postulado e, aqui acreditando que a ideia principal do que seja uma ideia e uma
oportunidade de negócio foi absorvida, importante salientar que a oportunidade
de negócio e o empreendedor não podem estar desarmonia. Significa dizer que a
oportunidade deve se ajustar ao empreendedor. Não é recomendável que uma pessoa
resolva ingressar em um mercado que não lhe atrai e aqui não estou falando de
lucro. Dinheiro não é tudo! Verdade é que a oportunidade pode ser também
definida como aquilo que gera lucro, todavia há outras questões envolvidas,
tais como perfil individual, know-how
e motivação. Geralmente, o que leva um indivíduo a empreender é a possibilidade
de trabalhar para si e, principalmente, trabalhar com o que gosta e é sobre
este último que versa este parágrafo. De fato, não há nada que proíba uma
pessoa a enveredar por certo negócio face ao alto lucro que este venha a
render, mas quem assim procede corre o risco de após algum tempo descobrir que
não se identifica com aquilo, mas aí não mudará de ramo porque “o aquilo está dando
dinheiro” e, a depender da situação, há a possibilidade desse dinheiro ser
gasto com terapia e antidepressivos.
Outrossim, e, como já dito em
parágrafos anteriores, o que vai separar a ideia da oportunidade de negócio é o
estudo de mercado e, posteriormente, a confecção de um plano de negócio. Saliento,
contudo que a construção deste último só ocorrerá após o empreendedor decidir
qual será o seu produto ou serviço. Com referência ao primeiro, a pesquisa
mercadológica pode acompanha-lo, todavia com aquele não se confunde. O estudo
de mercado possibilita a identificação da demanda ou a criação desta, como
também analisa e antevê problemas conexos. A pesquisa mercadológica, do produto
ou serviço, por sua vez, é que irá prover o administrador de dados qualitativos
e quantitativos, que podem ser relativos à idade, sexo, hábitos de compra, etc.
Por fim, o uso das ferramentas
acima é o que possibilita, como já dito, ao empreendedor diferenciar a ideia da
oportunidade de negócio e assim revelar informações importantíssimas tais como
a existência ou não de concorrentes, quais as possíveis barreiras para novos
entrantes e, sobretudo, a viabilidade do negócio. Frise-se que esta tem que ser
entendida como sobrevida (inclusive no aspecto ambiental), pois há determinadas
ideias que podem ser rentáveis por certo período e depois sofrerem saturação. O
ideal é que o produto ou serviço seja concebido de forma a agregar valor ao
cliente e no decorrer de seu ciclo de vida sofra alterações com vistas a não
enfadar o consumidor. Alem disso, deve dificultar, ao máximo, a ação da concorrência.
REFERÊNCIAS
http://www.sebrae-sc.com.br/leis/default.asp?vcdtexto=5352&%5E%5E.
Acesso em 29/06/2016.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Frustrações de Alice
A vida adulta nos traz a
liberdade para conduzir nossos caminhos, bem como a possibilidade de tomarmos
decisões por nossos mesmos, entretanto não há bônus sem ônus. Alice aprendera
tal lição e tanta outras por intermédio de sua saudosa mãezinha.
Metade da manhã havia se
consumido. O sol brilhava tímido no céu acompanhado de nuvens esparsas e
esquálidas. O vento parecia ter se recolhido, pois não se podia visualizar seu
movimento por entre a vegetação. Plúmbeas divisórias e um mobiliário cor de
gelo eram o cenário que compunha aquele ambiente interno em que fisicamente a
balzaquiana se localizava. Sua mente, por sua vez, viajava por entre aquele
quadrado da natureza; moldura da janela cujo diâmetro lhe permitira dali partir
e misturar-se aos naturais, amigos seus não fluentes em língua portuguesa, mas
que lhe entendiam tão bem.
Alice não conhecia para a
situação que até então atravessava outro remédio senão liberar seu cognitivo
tão poderoso e veloz - saneamento melhor não existia. Frustrada estava.
Ansiosa, desgostosa. Aquele querer lhe devorava. Apaixonara-se e se deixara
arrebatar por essa paixão como há muito não se permitia, mas frustrara-se.
Agora, só o tempo lhe embalsamaria as feridas e a homeopatia daquela solidão
reflexiva, seria seu elixir.
Se sabatinada fosse, não saberia
dizer o que dera de errado. Os olhares, as gentilezas, as amabilidades e os
elogios mútuos eram típicos dos enamorados. Sua cabeça doía devido à
hiperatividade de uma gama de conhecimentos de tão pouco proveito naquele
momento. A ciência nunca pôde aprisionar qualquer emoção em um tubo de ensaio.
As coisas do coração jamais se confinariam nas paredes frias de qualquer
laboratório. Como então encontrar um culpado ou uma explicação? Teriam sido
suas ações insuficientes ou excessivas? Quem seria capaz de lhe responder tal
indagação, uma vez que o detentor de tal conhecimento é justamente o objeto de
seu rejeitado afeto?
Alice remexeu-se na cadeira e
afastou uma mecha de cabelo que lhe caía à testa para depois finalmente voltar
sua atenção a pilha de documentos a sua frente. Suspirando impacientemente,
sorveu um gole d’água. Seus lábios estavam secos, mas dos beijos dos quais não
usufruíra e seus ossos frios dos abraços que não recebeu. Depois dali
deslocar-se-ia ao habitat da escuridão e da lástima, onde um dia fora casa
adornada e pronta para o amor; e o leito antes reservado ao laço de dois corpos
envolvidos pelo torpor do prazer, servia de jazigo às lágrimas de lamúria e
desapontamento; soluços e gemidos tomaram o lugar da orquestra que entoaria o
tema dos amantes, hoje falsos amigos, fadados aos salamaleques que a boa
educação exigia.
Esse último pensamento fez com
que Alice remexe-se novamente e liberasse um novo suspiro. Precisava ser
compassiva, pois assim quem sabe seu opróbrio seria de alguma valia. O outro
lado era fina flor a desabrochar; era menino trôpego em suas primeiras
passadas, que acha que ama e achou que amou, contudo nada ainda viveu. Apenas contempla
sua face no espelho, como Narciso via-se em águas cristalinas. Pobre querido de
todas e amado de nenhuma.
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Organizações para inglês ver
Pensa que viver de aparências é
algo exclusivo da vida privada? Ledo engano. Empresas também vivem de
aparências.
Toda organização tem sua imagem,
anseia pela construção de uma ou por sua melhora. A imagem organizacional na verdade
é uma estratégia de segmentação. O ofertante de determinada demanda, a partir
de sua inserção no mercado, escolhe como deseja segmentar-se: por indústria,
também conhecida como a de não-diferenciação (abarcar o maior número de
consumidores que puder, geralmente valendo-se da estratégia do baixo preço),
por diferenciação (o número de consumidores torna-se mais restrito, uma vez que
a adição de uma singularidade em um produto ou serviço pode encarece-lo) e,
finalmente, por concentração (um segmento é escolhido como prioridade e a este
são dirigidos todos os esforços empresariais).
A imagem, no entanto, objeto de
nosso estudo no presente momento será a aparência, a embalagem, o invólucro, em
um aspecto mais interno, apesar de os termos dos quais há pouco me utilizei
darem ideia de exterior. Cultura organizacional talvez seja o termo que aqui
melhor se aplicasse, no entanto, não desejo que este postulado receba rótulo
algum senão o seu título. Em outras palavras, desejo abordar aqui as
organizações para “inglês ver” em seus diversos aspectos, seja para denúncia do
gestor que finge investir em qualificação profissional ou a exposição do
colaborador que se especializou na arte de parecer ocupado (vadiagem
sistemática). Saliento, no entanto, que quando digo denunciar e expor faço
alusão à descrição do comportamento/atitude e não a fazer menção a este ou
aquele individuo em específico.
Quando iniciei o curso de
Administração, Recursos Humanos era a área que menos me atraía, mas por
incrível que pareça, esta tendo sido o alvo de meus melhores momentos de inspiração (!). Não me considero uma
especialista, contudo me preocupo com as pessoas. Quiçá tal altruísmo tenha
origem em minhas experiências como colaboradora. Prestei serviço em lugares que
eu simplesmente odiava, porém a precisão era o que me motivava levantar da cama
todas as manhãs. Psicologicamente, era uma prisão para mim, pois além do
salário ser uma droga, as relações interpessoais eram sofríveis. Lembro-me
sempre de Drucker que, em certa ocasião, disse a um grupo de empresários de
diversos ramos que os segmentos por eles explorados se resumiam em um só:
trabalhar com pessoas. Tem líder, por sua vez, que não enxerga isso. Sua visão
se limita aos resultados da DRE’s. Lamentável...
Sem mais delongas, conceituo as
organizações para “inglês ver” como aquelas que adotam novas concepções e
conceitos da Ciência Administrativa, no entanto, tais medidas não mudam coisa
alguma. Em outras palavras, podemos dizer que tais empresas são semelhantes aos
que seguem tendências só para parecer moderninho sem, contudo transformar nada
mais que o seu exterior. Medidas assim podem até levar seus administradores
para a capa das revistas ao passo que seu passivo trabalhista aumenta
concomitantemente ao nível do absenteísmo. E como se isso já não bastasse,
vamos lá colocar um para fazer o trabalho de três, superespecializa-los ao
ponto de não ter ninguém que o substitua e aí, como dizem por aqui: “fica tudo
lindo na Bahia”.
Já ouviram falar em lucro envenenado? Pois é,
ele existe e das empresas que tenho notícia que assim galgavam degraus faliram
ou foram vendidas.
Há também organizações que são
administradas aristocraticamente. O corpo funcional divide-se em “camadas
sociais” onde os privilégios se concentram por sobre os que ocupam o topo
piramidal e na opinião desta bacharela são as que mais se encaixam no modelo
que intitula o presente postulado. A comunicação organizacional é feita em nome
da comunidade, entretanto, tal como o corpo fala, atitudes, idem. Não adianta
frases de efeito em cartões virtuais comemorativos se apenas a nata é sujeito
dos benefícios institucionais.
Fico a imaginar se recebêssemos (mais)
pressão internacional tendente a abolir a prática empresarial em tela, tal como
foi à época do Brasil Imperial quando a Inglaterra nos ameaçou, a ponta de
espada, para que a escravidão fosse abolida. Teríamos líderes mais humanos? Haveria
menos desrespeito às normas trabalhistas? Talvez, mas a questão aqui é
cultural. Enquanto as figuras do senhor de engenho, do feitor e do escravo
estiverem em nós enraizadas, árdua e quase impossível, será a tarefa de inserção de novos paradigmas
acompanhada da completa extinção dos antigos.
Pensamento do dia
A sabedoria alcança àqueles que a buscam, no entanto a estrada tem de ser ladrilhada pela perseverança e pela abdicação.
Assinar:
Postagens (Atom)