sábado, 10 de março de 2012

Quem sou eu?




Sou aquele que por vezes se intima diante da folha branca;
Que se desconecta e se emociona
Com a vermelhidão do ocaso na fenda do céu,
Cujo eu é coberto de fel.

Sou o que lamenta pela não exatidão da realidade
Em contraste com meu universo, verso e reverso,

Sou aquele que conta uma história com o tilintar das horas
Que vê as figuras na sala vazia de gente, ou no sufoco do leito.

Sou o que se manifesta no escrito, que ouve a música
Orquestrada pelo vento na copa das árvores,
Que pinta na expressão da personagem
Aquilo de que está cheio seu coração.

Sou o que faz emanar do peito arfante da virgem o amor,
Sou aquele que faz graça com o menino que passa
Com a vizinha paroleira e a senhora desocupada.

Sou aquele que vê no social o problema,
Embutido o mal, vidas a tragar, travestido está.
Sou eu especial indivíduo, nascido pra arte e para a arte viver.

Sou eu abençaodo e “maldito”, sempre em atrito
Contrito semeador e cefeiro de minhas próprias escolhas;
Sou eu ainda o cercado de amigos, bem vindo aos domingos,
Mas alma sem gêmea, incompleto, abstrato,
A metade porção, ferida, fendida
Cuja história se escreve pela pena do Criador,
Afina, quem sou?

domingo, 4 de março de 2012

Ser Gestor ou Ser Mandão?






Por Juliana Passinho e Daniela Cardoso


Administrar pode ser definido de uma maneira bastante simples como gerir recursos, entre eles as pessoas, e processos. Mas o que é mais importante: as pessoas ou os processos? Hum! Difícil responder? Depende da ótica de quem for questionado. Peter Drucker certa vez se reuniu com diversos executivos de variadas áreas de atuação e, logo que se dirigiu a eles, perguntou a cada um com o que eles trabalhavam e todos os presentes se ativeram a informar-lhe a fatia do mercado à qual exploram. Ao final, Drucker foi enfático: nenhum deles trabalhava com coisa alguma, a não ser com pessoas.

Depois dessa analogia, seria redundante explicar o quanto as pessoas são importantes em um processo. E essa é justamente a intenção desse texto: verificar como essa importância é enxergada pelo gestor, mas não pelo mandão. Vale ressaltar a diferença no comportamento desses dois tipos de profissional, afinal numa abordagem objetiva poderia se dizer que um gestor, no sentido de ocupar um cargo de liderança, pode ser um mandão, logo se trata mais de uma comparação equivalente a ser líder ou ser chefe”. Os conhecedores da ciência administrativa provavelmente tachariam o mandão de taylorista, que, dentre outras coisas, é aquele que julga que todos os seus subordinados se encaixam na categoria homo economicus. O gestor sabe que eles existem, entretanto não os trata como tal porque entende que assim eles nunca irão mudar, por isso ele comunica e a comunicação, por sua vez, é eficaz quando muda o comportamento do outro, afinal numa concepção humanística pode se afirmar que este pode ser moldado através de estímulos e reações. Uma organização espera dos seus colaboradores a contribuição necessária para a realização dos seus objetivos, as pessoas que trabalham nelas esperam que esta, através dos seus gestores, se comporte de forma correta e justa, permitindo a satisfação das suas necessidades. O gestor sabe que é necessário uma alinhamento entre esses fatores, pois a motivação e o clima organizacional tendem a impactar de forma considerável os seus processos. O mandão não está nem aí pra nada disso. Chão de fábrica é chão de fábrica e ponto final! Que se dane o que ele pensa, o que ele faz ou o que ele acha. Sua ênfase é nos resultados e se esses não são satisfatórios significa que não está sendo “miseravão” o suficiente e esse “mole” está prejudicando o desempenho da equipe.

O gestor tem ciência de que liderar é um desafio. Será preciso, paciência, perseverança e estratégia. Já o mandão, quando elevado à condição de líder, assume uma postura carrasco-feitor-sinhozinho-nazista e assim vai tudo bem. Muitos empreendedores pensam que tudo vai às mil maravilhas porque seus produtos estão sendo bem aceitos e que seus fundos de reserva tem dado conta das despesas oriundas da rotatividade de funcionários, bem como das ações trabalhistas daí decorrentes. Suas metas se restringem a continuar a manter o dinheiro entrando e seu RH é só aquele lugar para onde o empregado se locomove quando da necessidade de assinar o ponto, pegar o vale transporte e receber o “tick”. Gestores tem preocupações semelhantes, todavia investem na melhoria da cultura organizacional, motivam,valorizam e auxiliam na qualificação de sua mão-de-obra, premiam os que exercem suas funções com excelência e, melhor! Adotam um estilo de administração mais participativa onde os funcionários são convidados a opinar e sugerir idéias que, na medida do possível, são aproveitadas, a fim de evitar que esse colaborador tão criativo, mas desvalorizado, mal aproveitado e insatisfeito, vá trabalhar para a concorrência.
É uma pena que em pleno século 21, na era do conhecimento, ainda existam tantos mandões ocupando cadeiras gerenciais; alguns tão cheios de títulos, mas sem nenhum feeling. Há diferenças entre a autoridade e a pessoa que manda. O dotado de autoridade a constrói com o passar do tempo, não baseando suas ações apenas no direito de mandar que o nome do seu cargo lhe confere, mas que mostra à sua equipe (não empregados) a razão de estar ocupando aquele cargo sem necessitar dizer uma palavra. É fato que em alguns momentos de qualquer gestão poderá haver a necessidade de um líder se valer desse nível autoridade, exercendo os seus poderes legítimos e até mesmo coercitivos para manter as ações de acordo com as diretrizes estabelecidas no sentido de concretizar determinado objetivo, afinal, toda organização é composta de grupos formais e informais, e sempre há aquele que não consegue assimilar com total clareza as razões de certas mudanças. No entanto, o que mais diferencia o gestor (líder) do mandão (chefe) é que o primeiro é dotado da capacidade de exercer o poder expertise, as pessoas seguem as suas instruções e o valorizam pelos seus conhecimentos, experiência e “carisma”. Como dizia Shakespeare, geralmente é mais fácil conseguir o que se quer com um sorriso do que com uma espada. O verdadeiro líder não encara as potencialidades de seus subordinados como uma ameaça pessoal e não os inspira medo, mas confiança. O mandão espera nunca ser contrariado e o conjunto de suas lamentáveis atitudes nada mais é uma forma de esconder seus medos, inseguranças e camuflar sua incompetência.

Aconselhar a tratar “gente como gente”, não significa um incentivo a pieguice. Todo aquele que exerce uma função de comando deve entender que firmou com sua equipe uma parceria e que eventuais falhas devem ser analisadas não sob o ponto de vista de que “sou o chefe, portanto sou infalível”. Muitos gerentes de departamento cometem o grave erro de assim pensar quando o desempenho da equipe sob a sua responsabilidade tem as habilidades e, consequentemente, o desempenho questionados e/ou criticados pela instância imediatamente superior na escala hierárquica, na maioria das vezes tomando por base sua opinião e sentimentos pessoais. Nessas horas é importante deixar o eu e os egos alheios de lado e analisar que juízo de valor pode ser agregado através da crítica recebida. Os americanos, nestas questões de liderança, nos ensinam uma grande lição, pois há casos em que o líder absorve para si a total responsabilidade pelas falhas ou erros cometidos pelo seu time. O que deve ser considerado é o que pode ser feito a fim de sanar o problema e não uma cansativa, desgastante e inútil caça às bruxas.
Aprendamos um pouco mais com os teóricos da Escola do Desenvolvimento Organizacional, mais especificamente no que se entende por ser esse um processo que envolve combinações de alterações estruturais e comportamentais que se suportam e se complementam. Assim sendo, chamamos a atenção mais uma vez para a importância da motivação e, para sua eficácia, que esta se manifeste em um ambiente onde os canais de comunicação sejam abertos, livres e as relações interpessoais francas e amistosas.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A violência oculta

Violência é um comportamento que causa intencionalmente dano ou intimidação moral a outra pessoa, ser vivo ou dano a quaisquer objetos. Tal comportamento pode invadir a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo a vida de outro. É o uso excessivo de força, além do necessário ou esperado.[1] O termo deriva do latim violencia (que por sua vez o amplo, é qualquer comportamento ou conjunto de deriva de vis, força, vigor); aplicação de força, vigor, contra qualquer coisa.
Assim, a violência diferencia-se de força,[2] palavras que costuma estar próximas na língua e pensamento quotidiano. Enquanto que força designa, em sua acepção filosófica, a energia ou "firmeza" de algo, a violência caracteriza-se pela ação corrupta, impaciente e baseada na ira, que convence ou busca convencer o outro, simplesmente o agride.
Existe violência explícita quando há ruptura de normas ou moral sociais estabelecidas a esse respeito: não é um conceito absoluto, variando entre sociedades... (fonte Wikipédia, a enciclopédia livre).

Quem quer que seja que quer o mal da humanidade, mudou de tática. O enunciado acima nos ensina o que é violência e, considerando que este conhecimento está ao alcance de todos, digamos que estamos "vacinados" a esse respeito, porém da violência explícita de que trata o último paragráfo, tenho cá minhas dúvidas.
Os que me conhecem um pouquinho mais sabem que não possuo formação em nenhuma das profissões que tratam da psiquê humana, mas assim como todas as mães do mundo, sou dotada de materno instinto e foi este que me fez perceber que o inimigo mudou de estratégia. Controlamos os passos de nossas crianças, restringimos seus horários e até, se necessário for, fazemos uso do imperativo de nosso pátrio poder a fim de resguarda-los dos perigos externos, todavia bastam dez minutos na frente da TV hoje em dia para que o mesmo sinal de alerta que disparou em meu ser denunciando o mais novo (por assim dizer) tipo de violência ao qual os nossos filhos estão expostos, apite no interior de outros genitores. A clara ruptura nas normas ou moral sociais vem sendo, sem nenhum pudor, vendida  como "modernidade" para os nossos jovens e crianças. Programas impregnados de tudo que é atrativo aos olhos, distribuem sua comida estragada envenenando mentes e mandando toda sorte de mensagens subliminares do mal ao subconscientes alheios. O resultado de tudo isso está estampado nas páginas policiais: homicídios, adúlterios, furtos e outros acontecimentos atrozes.
Há quem esteja com sua preocupação voltada para o nível de violência contida nos filmes, quadrinhos e video-games, mas muitas vezes fecham os olhos para o que é nocivo numa escala muito maior. Atentados violentos à nossa integridade psíquica acontecem diariamente, porém ninguém faz nada já que a embalagem afirma se tratar apenas de entretenimento. Foi preciso acontecer um suposto estupro para que aquele programa com três letras começasse a ser visto com outros olhos. Pena que isso só aconteceu depois de sermos ocular e auricularmente molestados com 12 edições daquele lixo. Mesmo quem não perde seu tempo, muito menos, "queima" seus neurônios com todo aquele besteirol, padece sendo forçado a ouvir os comentários dentro do elevador, no ônibus ou na pausa para o cafezinho durante o expediente.
Queremos que as autoridades tomem medidas mais drásticas naquilo em que consideramos como violência propriamente dita, entretanto carecemos de quem reprima aquilo que aparentemente não "arranca pedaço". 
Portanto pais, cuidado! Cuidado com o mal travestido, bem vestido e maquiado, que tem aparecido na mídia ensinando a seus filhos que legal é namorar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, respeitar os mais velhos, professores e demais autoridades não está com nada, que rebeldia é sinômino de ousadia, que estudar é coisa pra "gente feia" e por aí vai.
É tarefa nossa ensinar nossas crianças o caminho pelo qual elas devem andar. Filhos disciplinados hoje não sofrerão sanção do judiciário amanhã.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aflição Passageira


Um alguém pra você e um ninguém para mim,
Ou versa ou vice,
Com pesadas malas e passos decididos,
abriu a porta e partiu.
A luz então, negou seu alumiar,
Não havendo quem contesse a escuridão.

A aurora de mais uma manhã torna-se
O primeiro dia do resto de uma existência,
De uma alma que se partiu, se apartou
De uma porção ingrata que,no caminhar das horas,
E no passar dos dias,
Sempre parecerá mais feliz.
Mecânicas serão as tarefas, cada gesto virá
Carregado de enfado.

Pensamento aos turbilhões e o conhecido
Em qualquer esquina, te inquirirá
E tu irás mentir, a dizer que passas bem
Como a mãe que o filho perdeu entre seus joelhos
Pesada de lamento, mas impedida foi de chorar pelo seu rebento
O engano fluirá de teus lábios enquanto o sumo negro da tristeza
Vai lhe queimando as entranhas, pois o orgulho
Sela teus lábios para que não clames por socorro.

Indefinido e imprevisto é o fim deste tormento,
E o poeta dirá que é vã tua procura
Pela poesia nas tuas dores, ou na infância que para trás ficou
Segundo ele o verso aguarda onde as palavras reinam,
E impróprio é o poema que se contaminou
Nas impurezas do solo.

A cura depende do eu, do tu, do de+ele,
Pelo tempo, embalsamado, indeciso, indeterminado.
As lágrimas que parecem perversas;
Das vigílias da noite, tuas companheiras,
Não há o que as espante,
Não antes de nos lavar o ser.
Não há alvejante que se compare,
Nem o trabalho do mais exímio lavandeiro

O fim disso tudo é o esquecimento, não o completo,
Mas o inexpressivo.
A angústia culmina por ser aplacada
E o sofrimento, inócuo.
Aquele alguém que se foi torna-se uma mancha
Abandonada em um passado que por vezes não parece nosso
Que não volta para nós, mesmo que assim almejemos,
Tal e qual a brisa que não se enclausura no punho fechado.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A Santificação


 
A Santificação


A santificação é um processo. Significa separar-se do mundo e suas más concupiscências.
Para que entendamos como se dá e como se desenvolve o processo de santificação, necessário é que consideremos alguns aspectos:

1- Para nos tornarmos santos, se faz necessário primeiro que nos tornemos um crente em Jesus. Isso acontece quando as boas novas do evangelho nos são anunciadas e assim passamos a crer (Rm 10-17);

2- Após crermos e confessarmos (Rm 10-10), além de recebermos o poder de sermos chamados filhos de Deus (Jo 1-12), nos tornamos nova criatura em Cristo Jesus (2Co 5-17);

Assim sendo, temos a garantia bíblica de que em nós já foi posto o fundamento onde um edifício será edificado (1Co 3-10).
A próxima etapa é nos transformarmos na renovação de nosso entedimento (Rm 12-2). Aprendemos no primeiro paragrafo, que santificar-se significa separar-se do mundo e suas concupiscências e, não há maneira melhor de entendermos isso senão pela palavra de Deus. Veja a oração que Cristo fez pelo seus discípulos no capítulo 17 do evangelho de João. Ele disse: “Santifica-os na tua verdade” e depois complementou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17-17). Ler a bíblia sagrada, meditar nela e dela aprender é a melhor maneira de nos santificarmos. Por quê?! O apóstolo Paulo na primeira carta aos Corintios, ele diz nos capítulos 6, verso 12 e também no capítulo 10, versículo 23, que todas as coisa nos são lícitas, mas nem todas convém e, de igual forma, que todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas edificam e que não devemos nos deixar dominar por nenhuma. Deus nos considera como bebês quando nascemos na fé e até mesmo pode acontecer de sermos “adotados” por um cristão mais velho a fim de termos quem nos auxilie no início da caminhada. Contudo, é importante que os ensinamentos, conselhos e demais ações de nossos pais ou mães na fé estejam baseados nas escrituras e, ainda, independente de qualquer coisa temos que cultivar o hábito de fazermos um estudo, uma análise individual daquilo que vem nos sendo ensinado à luz das escrituras.
Procedendo desta forma estaremos observando o que está escrito em 1Co 3-10. Há várias passagens na palavra de Deus, em especial nas cartas paulinas, onde somos exortados a vigiar para não sermos enganados por falsos profetas e também a não nos deixar levar por qualquer vento de doutrina. Continuando a leitura do supracitado capítulo chegamos ao ponto onde nos é advertido que a nossas obras, ou seja, aquilo que edificamos sobre o fundamento que nos foi posto, serão provadas. Matheus 12-33, endossa essa verdade ao afirmar que uma árvore se conhece pelos frutos.
O arrependimento (e não o remorso) gera em nós a necessidade de uma mudança e, essa novidade de vida, por assim dizer, significa mudança de caminho. É deixar para trás as velhas práticas e produzir frutos dignos (Mt 3-8).
Há uma parte do estudo sobre a ética que atesta que o que faz uma pessoa são seu hábitos. Compilar essa afirmação à vida cristã nos faz concluir que, haja vista a santificação ser um processo, cultivarmos hábitos saudáveis galgados no desejo e empenho em nos tornar santos tal e qual o nosso Deus, nos levará à perfeição. É normal reincidirmos nesta ou naquela má prática, no início, pois infelizmente há certos hábitos de que não conseguimos nos livrar imediatamente. Neste ponto, lembremos que temos um Deus misericordioso, que Cristo é nosso advogado perante Ele e que também é alguém que entende e se compadece de nossas fraquezas (1Jo 2-1/Hb 4-15). Só devemos tomar cuidado para não insistirmos no erro deliberadamente. Deus é bom, mas não se deixa escarnecer (Gl 6-7). Graças a Ele, contamos também com a ajuda do Espirito Santo que é o nosso guia em toda a verdade bem como nos ajuda em nossas fraquezas (Jo 16-13/Rm 8-26).

Outras considerações acerca da santificação:

1- Para ela fomos chamados (1Ts 4-7);
2- Sem ela, não veremos a Deus (Hb 12-14) ;
3- É a vontade do Senhor (1Ts 4-3);
4- O seu fim é a vida eterna (Rm 6-22);
5- Cristo é o seu exemplo (1Co 1-30);
6- Nos conduz à obediência (1Pe 1-2);
7- Está atrelada à salvação (2Ts 2-13);
8- Temos que aperfeiçoa-la no temor do Senhor (2Co 7-1);
9- É uma responsabilidade individual (1Ts 4-4);
10- Devemos nos empenhar em alcança-la também pela prática da justiça (Rm 6-19).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Estou na Bahia!

Sorria, sorria! Estou na Bahia! Que felicidade, o céu daqui é azul.
Isso mesmo, blue!
De onde eu vim também era, mas olha enfado: nublado!

Hum, cidade de São Salvador! Que calor! Que inverno!
Inverno?! Frio?! Inexpressivo!
Acho que dá, sobrevivo e prossigo;
A vida continua, tem que ir pra escola;
"Baleou" é o nome da bola e não queimado.

Não ser igual, na moral, não traz desavença,
À diferença?! Vou me adaptando,
Turno matutino, reunião à tarde, CSU
Uuuuh! Que mico! Não é formal, é informal o traje
Que ultraje! Sou eu de "patricinha", e agora, amiguinha?
Não! Assim não fico, então minto, menor o mico.

Ok, menos mal, passou, não volta mais,
Aprendi, não repito, satisfaz, mas a voz não disfarça,
Sotaque - motivo de graça. E agora?! Falo "paulianês"
Não é inglês, não tem dicionário.
Como me saio?! Não saio, ensaio, misturo tudo aqui e ali
E nesse embalo lá se vão 28 anos.

Oh, Bahia retada! Que não sei se amo ou se rodeio, porém é o que é - sem rodeios,
Porque tá no sangue sim, fofinha! É de onde veio painho e mainha!
Sou a número 02 e depois?! É assim mesmo, às vezes, na maresia.
Da paulicéia?! Só a saudade, do "embassou", da categoria,
Mas tá na hora v'ombora!

Na cortesia?! Só Jesus é o Santo, não tô na folia, mas não cesso o canto,
Nem o pranto, e aí?! E aí?! Já ia!
Não é Maria?! Afinal: estou na Bahia!

Deus Atende Desejos ou Necessidades?