terça-feira, 27 de dezembro de 2011
domingo, 25 de dezembro de 2011
A Lei do Senhor
A EXCELÊNCIA DA LEI DO SENHOR (SEGUNDO O SALMO 119)
AS BEM-AVENTURANÇAS: 1,2
NÃO FICAMOS CONFUNDIDOS: 5,6
PRESTAMOS UM MELHOR LOUVOR: 7, 171
OSERVÁ-LA PURIFICA O NOSSO CAMINHO: 9
NOS FAZ NÃO PECAR CONTRA O SENHOR: 11
DESVIAR-SE DELA NOS TRAZ MALDIÇÃO: 21
SÃO O NOSSO PRAZER E OS NOSSOS CONSELHEIROS: 24
NOS TRAZ VIDA: 25
FORÇA: 28
NOS DÁ ARGUMENTO PARA DEFESA: 41, 42
A PALAVRA LIBERTA: 44, 45
NOS TRAZ CONSOLO, ESPERANÇA: 49, 50, 52
CRER NELA, ENSINA-NOS BOM JUIZO E CIÊNCIA: 66
É MAIS VALIOSO DO QUE O OURO E A PRATA: 72, 127
OS JUIZOS DO SENHOR SÃO JUSTOS: 75, 137, 138, 144, 172
O SALMISTA DESEJA ESTAR PERTO DAQUELES QUE LHES SÃO SEMELHANTES: 79
NOS ANIMA A PROSSEGUIR NOS MOMENTOS DIFICEIS: 81 A 83
A LEI DO SENHOR É A VERDADE: 86, 142, 151, 160
ELA PERMANECE PARA SEMPRE: 89, 160
NÃO HÁ LIMITES PARA SUA PERFEIÇÃO: 96
O QUE CONHECE A PALAVRA É MAIS SÁBIO DO QUE AQUELES QUE OS RODEIAM: 98 A 100
NOS FAZ DESVIAR DO MAL: 101, 104, 128
É O NOSSO GUIA: 105, 130
É PRECISO INTELIGÊNCIA PARA COMPREENDER A LEI DO SENHOR: 125
A PALAVRA DO SENHOR É PURA: 140
NOZ TRAZ PAZ: 165
Eclesiologia
ECLESIOLOGIA – A DOUTRINA DA IGREJA
(FONTE: A BIBLIA DO EVANGELISTA – ESTUDOS ADICIONAIS)
A- CONSIDERAÇÕES NEGATIVAS
1- A IGREJA NÃO É O JUDAISMO CONTINUADO E AMPLIADO. EMBORA HAJA UMA CONTINUIDADE ENTRE OS REMIDOS. DE TODAS AS ERA A IGREJA É UM “NOVO HOMEM” (EF 2-15);
2- A IGREJA NÃO É O REINO. O REINO É O DOMÍNIO DE DEUS SOBRE A TERRA; A IGREJA É A NOIVA DE CRISTO.
B- O SIGNIFICADO E OS USOS DA PALAVRA
1- LITERALMENTE, ASSEMBLÉIA OU GRUPO “CHAMADO PARA FORA”
2- EM SEU USO , A PALAVRA IGREJA PODE SE REFERIR:
- À ASSEMBLÉIA DO POVO DE ISRAEL (AT 7-38)
- A UMA ASSEMBLÉIA DOS CIDADÃOS DE UMA CIDADE PAGÃ (AT 19-32, 39, 41)
- AO CORPO DE CRISTO (CL 1-18)
- A UMA IGREJA OU ASSEMBLÉIA LOCAL (I CO 1-2)
C- O SIGNIFICADO DO CORPO DE CRISTO
É AQUELE ORGANISMO ESPIRITUAL DO QUAL CRISTO É O CABEÇA E QUE SE COMPÕE DE TODOS OS REGENERADOS DESDE PENTECOSTES ATÉ O ARREBATAMENTO.
D- O SIGNICADO DE IGREJA EM SEU SENTIDO LOCAL
É UM GRUPO DE CRENTES PROFESSOS EM JESUS CRISTO , BATIZADOS EM NOME DE JESUS E ORGANIZADOS COM O PROPÓSITO DE FAZER A VONTADE DE DEUS.
A IGREJA LOCAL
A- SUA ORGANIZAÇÃO (HB 13-7, 17)
1- PRESBÍTEROS: SIGNICAODS E DISTINÇÕES - ENFATIZA O CARGO DE LÍDER NA IGREJA. BISPO ENFATIZA A FUNÇÃO COMO SUPERVISOR. PASTOR INDICA O DOM DE CUIDAR E ALIMENTAR O REBANHO (AT 20-28)
2- NÚMERO: CADA CIDADE TINHA UMA PLURALIDADE DE PRESBÍTEROS (AT 14-23), MAS CADA IGREJA-CASA PODE TER TIDO APENAS UM (OU MAIS) – I TM 3-1;7
3- DEVERES: CUIDAR OU SUPERVISIONAR (I TM 3-1), PRESIDIR (I TM 5-17), DEFENDER A SÃ DOUTRINA (TT I-9)
4- QUALIFICAÇÕES (I TM 3-1;6, TT 1-7;9) E ORDENAÇÃO (I TM 4-14, TT 1-5)
2- DIÁCONOS: SIGINIFICADO – SERVO, QUALIFICAÇÕES (ITM 3-8;10, 12-13)
1- DEVERES: AUXILIARES DOS PRESBÍTEROS (AT 6-1;6) E UM GRUPO OFICIALMENTE RECONHECIDO NA IGREJA (FP 1-1)
3- DIACONISAS: EXISTÊNCIA JUSTIFICADA COM BASE EM RM 16-1 E ITM 3-1;2.
AS ORDENANÇAS DA IGREJA
1- A CEIA DO SENHOR:
A- A ORDEM (I CO 11-23;26)
B- O SIGNIFICADO: É UM MEMORIAL.
C- FREQUENCIA: PARA A IGREJA PRIMITIVA, PARECE TER SIDO SEMANALMENTE (AT 20-7)
O BATISMO
SIGNIFICA IDENTIFICAÇÃO OU ASSOCIAÇÃO COM UMA MENSAGEM E/OU GRUPO. A PRÁTICA PARA A IGREJA PRIMITIVA ERA A IMERSÃO. ESTA, RETRATA MELHOR O QUE O MINISTÉRIO BATIZADOR DO ESPIRITO REALIZA, DE ACORDO COM ROMANOS 6.
SEU GOVERNO: TIPOS
1-IGREJA NACIONAL: EX. IGREJA LUTERANA NOS PAÍSES ESCANDINAVOS;
2- IGREJA HIERÁRQUICA: A CATÓLICA ROMANA;
3- GOVERNO FEDERAL: SISTEMA PRESBITERIANO EM QUE A CONGREGAÇÃO INVESTE DE AUTORIDADE UMA JUNTA DE PRESBÍTEROS E, OCASIONALMENTE, DIÁCONOS;
4- CONGREGACIONAL: COMO OS BATISTAS – A CONGREGAÇÃO DECIDE A MAIORIA DE SEUS ASSUNTOS.
SEU PROPÓSITO
A- GLORIFICAR;
B- EVANGELIZAR
C- PRODUZIR CRENTES MADUROS E SANTOS
D- CUIDAR DAS NECESSIDADES DE SEUS MEMBROS (ITM 5)
A IGREJA UNIVERSAL
1- O FATO DE SUA EXISTÊNCIA (MT 16-18, CL 1-18, EF 3-10)
2- SUA FUNDAÇÃO: CRISTO FOI SEU FUNDADOR, NO SENTIDO DE TER SIDO SEU MESTRE, CONSTRUTOR E ENVIADOR DO ESPÍRITO QUE DEU FORMA REAL AO CORPO DE CRISTO;
3- PENTENCOSTES: FOI SEU COMEÇO, JÁ QUE O CORPO DE CRISTO É FORMADO ATRAVÉS DA ATIVIDADE BATIZADORA DO ESPÍRITO (I CO 12-13), E ESTA COMEÇOU NO DIA DE PENTENCOSTES (AT 1-5, 11-15)
4- SEU FUNDAMENTO: CRISTO ( MT 16-18, I PE 2-4;8)
5- SUA FIGURAS: O PASTOR E AS OVELHAS (JO 10); A VIDEIRA E OS RAMOS (JO 15); A PEDRA ANGULAR E AS PEDRAS DO EDIFÍCIO ( EF 2-19;21); O SUMO SACERDOTE E UM REINO DE SACERDOTES (I PE 2); A CABEÇA E O CORPO (I CO 12); O ÚLTIMO ADÃO E A NOVA CRIAÇÃO (RM 5); O NOIVO E A NOIVA, O MARIDO E A ESPOSA (EF 5, AP 19)
O FIM DA ÉPOCA DA IGREJA
O ARREBATAMENTO: (2TS 2; AP 3-10;11, I TS 1-10)
sábado, 10 de dezembro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Vaidade e Aflição de Espírito
Vaidade de vaidades! Diz o pregador, vaidade de vaidades! É tudo vaidade.
O que vai de encontro ao curso deste mundo vê, com os olhos do Senhor, a vaidade das vaidades consumindo almas, desqualificando vidas e destruindo lares. Dissimulados vão à mídia clamar por justiça ao tempo em que promovem eles mesmos a iniqüidade.
O escândalo infiltrou-se em meio às autoridades, os idólatras estão no templo e Jeová me pergunta o que vejo e me assegura que ainda verei abominações maiores do que estas.
O enganador propaga e, muita gente acredita, que “careta” é aquele que não usa drogas, que o otário é o bondoso juntamente com o honesto; a moça que escolhe se guardar para o esposo é “cafona” e o rapaz que não se estabelece como “pegador” tem sua masculinidade questionada.
Tudo isso é vaidade e aflição de espírito daqueles que semeiam erva daninha e esperam colher cerejas, dos que edificam para si casas alicerçadas na areia e depois não entendem porque estas cedem à tempestade. Na vaidade de sua mentes vivem eles sem temer o amanhã.
Que vantagem tem o homem de todo o seu trabalho debaixo do sol, procurando ajuntar apenas o que a traça rói e o que a ferrugem consome, prontos a ignorar que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria?
A competição predatória tem seu habitat em um oceano vermelho às custas do vigor desta geração perversa e corrupta, onde gemem os filhos de Deus. Eles ouvem nosso gemido, mas não entendem de onde vem o nosso socorro; invejam o viço de nossa pele e não compreendem a razão de nossos vestidos não envelhecerem e nem ficarem descalços os nossos pés.
Apliquei meu coração a esquadrinhar e a me informar de tudo quanto sucede debaixo do sol; esta enfadonha preocupação do filho do homem. Eis que tudo é vaidade e aflição de espírito. Na muita sabedoria há enfado e o que aumenta em ciência, aumenta em trabalho.
Isto tenho visto e ouvido, e disse eu em meu coração: “não me conformarei com este mundo, antes me transformarei na renovação de meu entendimento para que eu saiba qual é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus durante o número de dias de minha vida”.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Memórias de menino
Eu tinha entre seis e sete anos quando me entendi por gente. Sou o mais velho de uma ninhada de três. Tenho uma irmã do meio que vive no mundo dela e uma irmã caçula que nasceu com uma “porção de menino.” Digo isso porque ela sempre estava disposta a brincar comigo não importando o quão masculino o folguedo fosse. Desfrutamos grandes aventuras juntos jogando bola, empinando pipa ou viajando por esse Brasil afora em nosso ônibus mágico, que na verdade era o pedal da máquina de costura de nossa mãe.
Eu vivia minha vidinha normal de menino até que um dia minha mãe me acordou cedo e me mandou tomar banho, pois eu tinha que ir à escola. Eu não sabia o que escola significava e estranhei o fato de ela não ter acordado também as minhas irmãs uma vez que saíamos sempre juntos, porém não a questionei, só obedeci.
Na hora de me vestir, outra surpresa: ao invés de minha roupa de domingo ela me trajou com um conjunto branco e vermelho e no lugar do meu kichute, um par de congas. Era segunda-feira e o sol brilhava tímido no céu. Por onde passávamos, víamos a agitação das outras pessoas que, assim como nós, estavam felizes pelo astro rei ter decidido sair de detrás das nuvens. A cidade onde morávamos era muito fria e chuvosa por isso toda vez que um traço azul aparecia no céu era motivo de festa para nós.
Ao chegarmos na tal escola, minha mãe enfiou um boné na minha cabeça. Ele era vermelho igual ao short do uniforme que eu usava. Sem pensar duas vezes, eu o arranquei de cima de mim, pois sempre detestei qualquer coisa por sobre o meu crânio. Ela contava que era uma luta manter minhas orelhas aquecidas, na época em que eu era bebê, já que eu não gostava de usar gorro.
Minha atitude me valeu uma baita bronca e o alerta de que não me era permitido ficar sem o boné dentro da escola assim como não podíamos conversar durante a missa. À contragosto, enterrei o maldito boné de novo em minha cabeça. Depois disso, uma senhora nem gorda e nem magra trajando um avental azul claro veio nos receber. Ela sorriu para mim e me perguntou meu nome e, ao responder Reinaldo, ela beijou-me a testa e me desejou boa sorte. Em seguida, nos conduziu pelo interior de um corredor mal iluminado. Depois dele vinha uma área de convivência cujo piso era cor de grafite. Nós a atravessamos e fomos parar junto a uma porta de duas abas que dava acesso a um outro corredor, bem menor do que o primeiro. Caminhamos dentro dele até pararmos em frente a uma porta azul que se escancarou tão logo a funcionária bateu. De dentro dela surgiu uma mulher branca e alta, de cabelos castanho médio e olhos claros. A mulher de avental apresentou-nos e foi-se embora arrastando as gastas chinelas de couro. Em seguida, a mulher de olhos claros e minha genitora trocaram algumas palavras depois voltaram a atenção para mim. A estranha elogiou meus dotes físicos e, agachando-se perante mim, quis saber como me chamava. Eu respondi extasiado, pois até então não havia notado o quanto era bela. Seu nome era Natália, como uma de minhas tias.
Terminado aquele primeiro momento, ela nos conduziu para dentro do recinto e, após a entrada de minha mãe, lacrou novamente a porta. Estavam ali aproximadamente uma dezena e meia de crianças vestidas iguais a mim. A maioria delas chorava e eu me perguntava por que, mas depois comecei a achar que, assim como eu, elas deveriam estar odiando, aquela história de ter que usar boné.
Passados alguns instante, minha mãe veio dizer-me que já ia embora e que viria me buscar mais tarde. Eu fiquei quieto assistindo D. Alice deixar a sala e depois a mulher bonita, de quem recebi a ordem de tratá-la como professora, veio a mim e me pediu para escolher um lugar para sentar. Eu tirei minha mochila improvisada das costas e sentei próxima a uma garotinha parecida com minha prima Nininha. Ela sorriu pra mim e notei que ela estava banguela. Do outro lado tinha um garotinho sardento que quando percebeu que a sósia de prima Nininha me fazia um gracejo, começou a mostrar-lhe a língua. A criaturinha de bochechas rosadas que depois descobri chamar-se Rebeca, devolveu-lhe a “gentileza”. Os dois ainda ficaram se estranhando um bom tempo até que a professora mandou a gente sentar no chão em círculos a fim de ouvirmos uma historinha. Rebeca me puxou para sentar junto dela e eu me deixei levar feito aqueles vira-latas que às vezes seguem a gente na rua. Pra pirraçar, o garotinho sardento nos seguiu e achou de sentar-se junto a nós e a hostilidade entre os dois voltou a se manifestar, desta vez debaixo dos atentos olhos da professorinha de olhos da cor do mar. Ela separou nós três e fiquei o resto da aula me sentindo estranho por causa disso.
No dia seguinte, voltei sabendo finalmente o que significava ir à escola e esse saber me deixou bastante contente. Até então eu via meu pai passar grande parte do fim de semana devorando livros que não tinham figuras me levando a imaginar o que tinha de tão especial neles. Descobri que indo ao colégio eu iria aprender a ler e daí fui mais feliz.
Encontrei meus dois coleguinhas acomodados nos mesmos lugares de outrora. Eles não prestaram muita atenção em mim, pois estavam ocupados trocando ofensas.
Assentei-me e tirei do bolso uma bala que Tia Natalinha havia me dado no sábado. Os dois pararam de se agredir no instante em que me viram desembrulhando a guloseima. Sorri para os dois e enfiei o doce rapidamente na boca. Os Eles se entreolharam frustrados e se ajeitaram em suas cadeiras. Desse dia em diante eu passei a buscar todo tipo de subterfúgio para pôr um fim a rixa dos dois. Depois de um tempo, comecei a usar as palavras mesmo, mas as coisas só entraram nos eixos no dia em que Eugênio também perdeu um dente, dando a Rebeca a oportunidade de pagar-lhe na mesma moeda todo o constrangimento por que passou.
Entrar para a escola também elevou o meu moral na vizinhança. A maioria dos meus amigos não passavam de pirralhos que não haviam atingido a idade escolar mínima e eu podia ver a inveja estampada em seus olhos ao me ver passar uniformizado. Minha mãe exibia orgulhosa minhas notas e as congratulações por escrito que recebia por conta de meu bom comportamento, contudo seu contentamento crescia inversamente proporcional a meu desapontamento. Desde o primeiro dia de aula eu pelejava em decifrar as histórias armazenadas nos impressos que lotavam a estante da sala, mas as cores, formas e vogais que a professora Natália me ensinava em nada me valiam nessas horas. Esse desagradável sentimento me torturou até que um dia desatei a chorar e papai veio em meu socorro. Sentado em seu joelho, confessei-lhe o quanto não saber ler me chateava e indaguei-lhe o por que de as lições de minha linda mestra não me capacitarem para a tarefa. Em resposta, o velho Juarez me beijou carinhosamente e me incentivou a continuar sendo um aluno aplicado, pois conhecer as vogais e, posteriormente, todo o alfabeto me tornariam hábil a formar sílabas e, depois destas, as palavras. Ele não me explicou o que é uma sílaba, porém isso em nada atrapalhou o efeito calmante que sua explanação me causou: daquele dia em diante, esqueci-me dos livros de adulto e voltei minha atenção para aquilo que eu realmente dominava: as cores, formas e vogais.
A realização de meu sonho aconteceu um ano depois, em 1981. Tornei-me assíduo freqüentador da biblioteca da escola e era como se os livros de papai tivessem deixado de existir. Lembrei- me deles por acaso, no dia em que minha mãe recebeu a visita de uma amiga que há tempos não via. Ela jubilou-se quando D. Alice lhe participou minha evolução escolar, e, para testar-me, retirou um documento alaranjado de dentro da bolsa e me pediu para ler o que estava escrito dentro de um retângulo na margem inferior da folha.
Quando terminei, ela bateu palmas e me tascou um beijo molhado. Depois disso, perguntei a mamãe se podia voltar para o meu quarto onde minha irmã caçula me aguardava a fim de continuarmos nosso duelo de karatê. No caminho, a retrospectiva mental do episódio recém vivido me fez recordar das fileiras literárias de papai. Um radiante sorriso me enfeitou o rosto, pois tive a sensação de que já estava pronto para algo mais “adulto” haja vista eu ter conseguido ler uma fração do documento da amiga de minha mãe. Passei o olho em todos eles auxiliado pelo meu indicador direito e escolhi o mais fino da última prateleira: “O Grande Gatsby”. Tinha eu oito anos de idade.
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